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5 relatos de brasileiros sobre vidas passadas e cura espiritual

Logotipo do(a) Mundo Estranho Mundo Estranho 25/05/2018 Mundo Estranho - Abril
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Os depoimentos abaixo foram originalmente publicados em janeiro de 2018 na edição especial “Minha Experiência Sobrenatural” de MUNDO ESTRANHO. Eles foram cedidos por pessoas verdadeiras, que foram entrevistadas pelos nossos repórteres e autorizaram a publicação. Confira

1) Me curei de um câncer terminal

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“Em 2014, tive um quadro de icterícia, que deixa a pele e os olhos amarelados e pode ser sintoma de algumas enfermidades. Fui ao médico ciente de algo não ia bem, mas não estava preparado para a notícia que recebi. Os exames mostravam um tumor no pâncreas, doença agressiva e difícil de detectar, uma vez que o órgão fica quase escondido numa cavidade abdominal, atrás do estômago.

Para que não restasse dúvida, o doutor disse com todas as letras que não havia mais nada a fazer e eu deveria aceitar a morte. Não o fiz de primeira. Mesmo com aquele diagnóstico desolador, decidi passar por uma cirurgia. Não deu certo. O cirurgião abriu minha barriga e concluiu que não havia nada a fazer ali. Comecei, então, a aceitar que morreria. Eu já havia vivido minha vida e aquele parecia mesmo o fim da linha.

Minha família, pelo contrário, não acolheu a ideia. Eles são católicos que frequentam centros espíritas e têm muita fé. Sugeriram um tratamento não convencional e, como não tinha muito a perder, topei fazê-lo. Já estava com muita dificuldade para andar e o fato de poder ficar em casa veio a calhar. A única coisa que eu precisava fazer era ouvir programas espíritas no rádio e na televisão.

Exercícios mentais

Nas emissões, médiuns rezavam pelos ouvintes e pediam que mentalizássemos pensamentos positivos e de cura. Diziam que espíritos de médicos entrariam em nossas casas e nos ajudariam a sanar dores e doenças. Passei a dedicar muitas horas do dia ao processo. Minha família às vezes me acompanhava nas orações e, como todos estavam saudáveis e desimpedidos, também iam aos centros espiritualistas pedir pela minha cura.

Aos poucos, comecei a sentir uma energia boa dentro da sala durante os programas. Os dias foram passando e, em vez de morrer, como era esperado, fui recobrando o vigor. Vi os pontos da operação cicatrizarem de forma rápida e saudável e passei a dormir e a comer melhor. Em poucas semanas, me senti bem disposto como havia muito anos não ficava. Além de tudo, sentia uma grande paz.

Milagre médico

Voltei ao meu médico para mais uma consulta e fiz os exames que ele me pediu. Era um mero acompanhamento, afinal, eu estava com os dias contados. Mas o resultado surpreendeu todo mundo. Os exames não mostraram qualquer sinal da doença! Continuei sendo analisado e, em nenhuma parte, havia resquícios do câncer. Meu corpo havia se regenerado e eu estava oficialmente curado. O doutor e seus colegas se negaram a acreditar no que viram, principalmente depois que contei ter feito apenas o tratamento espiritual.

Hoje sou muito saudável. Tenho certeza de que, enquanto me concentrava nas mentalizações, recebi ajuda e fui voltando à vida. Frequento um centro regularmente e, sempre que posso, sintonizo o rádio em um dos programas que me curaram.”

Roberto de Oliveira tem 70 anos, é aposentado e não apresentou mais sintomas da doença depois da cirurgia espiritual. Depoimento a Laíssa Barros.

2) Fiz uma regressão e lutei como um viking

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“Sou hipnoterapeuta e, no meu trabalho, ajudo outras pessoas a entrarem em transe para tratar problemas pessoais. Há seis meses, participei de um curso para me aprofundar na técnica. Nunca acreditei em vidas passadas e, por isso, quando o professor começou a falar do tema, dei de ombros. Ele propôs uma experiência de regressão e tive certeza de que não daria resultado. Topei ser voluntário por curiosidade e pela chance de provar meu ponto de vista: sou evangélico desde os 15 anos e, para mim, a vida é uma só.

Fui até a frente da sala e me sentei em uma cadeira. O instrutor passou a me instruir com a voz para me colocar em estado de relaxamento mental. Dessa forma, me conduziu a um túnel do tempo da minha trajetória. Nele, voltei, primeiro, para os meus 14 anos. Depois, até os 3. Quando cheguei a esse ponto, ele sugeriu que não me limitasse e continuasse visitando o passado.

Visita a Manhattan

Segui no mesmo ritmo até que, de repente, uma sequência de imagens começou a passar pela minha visão de maneira muito rápida. Eram cenas de outras épocas. Seguiu assim até que eu cheguei ao que parecia ser a década de 1940. Nesse ponto, podia me olhar de fora e, então, me vi em uma cidade cheia de arranha-céus. Concluí ser Nova York. Eu vestia um terno, carregava uma maleta e portava um bigode espesso. Carros que hoje são relíquias passavam pelas ruas. A sensação foi surreal.

Depois disso, voltei ainda mais no tempo e cheguei a uma nova série de imagens que passavam como flashes pela minha mente. Dessa vez, caí em uma floresta úmida e fria. Diferentemente do momento anterior, via tudo com meus próprios olhos e sentia o frio na pele. Eu carregava uma lança gigante nas mãos e usava roupas estranhas, num estilo que interpretei como medieval. Nessa experiência, consegui ver como eu caçava.

Grito de guerra

Vivia em uma aldeia e as pessoas me reverenciavam. Não chegava a ser um lorde, mas era alguém respeitado pela aldeia. Entendi que era um viking e, em um dado momento, me levantei no meio da sala do curso e comecei a gritar, chamando reforços para a batalha que estava enfrentando. Até um grito de guerra soltei. Quando acordei do transe e contei ao grupo os detalhes que pude lembrar, todo mundo associou as imagens às do seriado Vikings, a que eu jamais havia assistido. Saí do curso e procurei os episódios. De fato, reconheci ali muito daquilo que vi na regressão. Mesmo depois da experiência, sigo cético em relação a vidas passadas. Entendo o que ocorreu como uma sugestão do meu inconsciente. Fiquei muito impressionado, sim, mas não passei a crer em outras vidas.”

Everton Mattos tem 28 anos, é hipnoterapeuta e afirma que nunca passou por nenhuma experiência semelhante ou paranormal em sua vida fora esse momento. Depoimento a Leonardo Uller.

3) O espírito de um médico salvou meu filho na placenta

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“Quando engravidei do meu filho Marcelo, mais de 20 anos atrás, a notícia feliz logo foi eclipsada por um diagnóstico difícil. Contraí toxoplasmose logo no início da gestação e fui informada, de cara, que o feto poderia ser afetado. A doença pode comprometer o desenvolvimento do bebê de maneira séria e, em alguns casos, provoca o aborto.

Por isso, desde o início, precisei ir ao hospital fazer exames de sangue para que os médicos pudessem saber a quantidade de vírus que eu tinha e avaliar os riscos. As análises também tentavam averiguar como a criança estava se desenvolvendo e, por causa dessa rotina exaustiva de cuidados, até soube do sexo do bebê antes do que era normal para a época, aos três meses de gestação.

Eu já conhecia o trabalho do doutor Hans, médico espiritual que incorpora em médiuns para realizar tratamentos de saúde no plano terrestre. Minha sogra e minha cunhada, que é médium, trabalhavam no mesmo centro espírita em que esse médico atendia. Quando souberam do meu problema, sugeriram uma consulta com ele.

Maca e algodão

No hospital, os médicos falavam que meu filho corria riscos e os alertas me deixavam cada vez mais angustiada. Quando a gravidez avançava para o sétimo mês, decidi, finalmente, visitar o centro espírita. Lá dentro, me pediram para deitar em uma maca enquanto uma das integrantes da equipe deitou em outra. Depois de me examinar, o doutor Hans, incorporado na médium que coordena o centro, disse que a doença não havia atingido a placenta. Para manter o bebê a salvo, ele ordenou uma transfusão de sangue.

Como o atendimento, a transfusão também era espiritual. Para iniciá-la, um enfermeiro passou um algodão em meu braço e apoiou um palito nele. Era só um apetrecho de madeira, mas dava a impressão de ser, de fato, a agulha de uma seringa. Quatro médiuns ficaram na sala recebendo os médicos espirituais enquanto eu e a outra mulher ficamos deitadas. Nesse outro plano, ela estava doando seu sangue saudável para mim. O procedimento inteiro deve ter durado cerca de meia hora. Eu sentia algo diferente no meu corpo, como se estivessem mexendo nele.

Vírus negativado

Voltei ao centro mais uma vez e repeti o tratamento da transfusão de sangue a pedido do doutor Hans. Depois disso, quando voltei ao hospital para fazer meus exames de rotina, os médicos surpreenderam-se com o resultado. Meu sangue não continha nenhum traço do vírus da toxoplasmose e o bebê estava perfeito dentro do útero. Hoje, meu filho Marcelo tem 21 anos e é saudável, sem nenhum tipo de problema.”

Iara Tavares tem 46 anos, é dona de casa e, além desse, passou por outros tratamentos espirituais que considera bem-sucedidos. Depoimento a Leonardo Uller.

4) Voltei a uma vida passada na pele de uma mulher

sobrenatural – 5 © Mundo Estranho

“Conheço as técnicas que se utilizam para induzir o transe hipnótico pois trabalho com elas. Além de aplicá-las em clientes, já estive na outra ponta do processo muitas vezes e, em seis delas, visitei vidas passadas. Uma em especial foi mais intensa do que todas as outras. Foi na casa de um amigo, profissional como eu, que me conduziu pelo processo.

Sentado em sua poltrona, percebi que algo me puxava para baixo e fazia pesar todo o meu corpo. Apesar de forte, o peso era agradável. Logo me vi em um corredor com inúmeras portas, cada uma com acesso a uma vida anterior minha. Abri uma delas e não enxerguei nada. Estava tudo muito escuro e eu podia sentir minha presença no local. Em poucos segundos, de alguma forma, soube que não era mais o Igor.

Muito prazer, Ana

Quando finalmente entendi que estava no corpo de outra pessoa, tive clareza da situação. Meu amigo hipnotizador fazia perguntas e eu as respondia. Não sei dizer como, mas eu simplesmente sabia as respostas. Meu nome era Ana e tinha em torno de 30 anos. Morava em uma fazenda ou sítio e era feliz, a vida tinha sido boa para mim até aquele momento. Entendia aquilo por causa dos flashes que apareciam na minha mente e me mostravam diferentes momentos da minha trajetória como Ana. Era uma vida segura e correta.

Em seguida, a tranquilidade deu lugar a uma angústia, que logo se tornou desespero. Lembro de começar a chorar sem ainda saber por quê, apenas tinha a certeza de estar triste. Depois de um tempinho, percebi que olhava um menino, ele era meu filho e estava deitado em uma cama, muito doente. Um médico estava em nossa casa e me dizia que ele iria morrer logo, daquela noite não passaria. Naquele momento, senti que perdi o controle da minha vida e que era a primeira vez que eu, como Ana, me sentia assim.

De volta ao presente

Depois disso, passei a enxergar a cena do leito de morte com olhos externos. Havia voltado a ser Igor e não sentia mais tristeza. Parei de chorar e me tornei um observador. Via a vida de Ana e o fato de que o filho dela iria morrer. Concluí que, na minha vida atual, a questão não é sobre perder alguém querido. Talvez seja sobre a maneira como enxergo meus planos e quanta expectativa coloco neles. Também entendo a experiência como uma lição sobre impermanência. Afinal, toda tranquilidade pode acabar um dia e isso faz parte. Nesta vida, acredito que vim aprender o que eu não consegui como Ana. O hipnotizador foi me trazendo de volta e, então, eu estava novamente sentado na poltrona da casa dele.”

Técnica laica

A hipnose é um estado mental que não tem nada de espiritualista e não está associado à crença na reencarnação. Quando um profissional hipnotiza alguém para tentar ajudá-lo, o processo se chama hipnoterapia. Nele, a paciente recebe comandos para, por exemplo, revisitar o passado. A regressão pode trazer lembranças bem guardadas de meses ou anos anteriores. Algumas vezes, porém, vidas bem diferentes das atuais são descritas. A interpretação fica a critério de cada um.

Igor Weilemann tem 25 anos, é hipnólogo e já passou por mais de seis regressões a vidas passadas. Depoimento a Laíssa Barros.

5) Perdi um ovário em uma cirurgia espiritual

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“Eu tinha 35 anos, vivia em São Paulo e frequentava um centro espírita com assiduidade. Me sentia muito bem lá. Ia em palestras e tomava os passes que os médiuns davam ao público. O local era famoso pelos médicos espirituais e eu tinha uma fé irrestrita no poder deles. Também, pudera. Já havia comprovado os resultados dois anos antes, quando meu ouvido parou de funcionar.

Na ocasião, aos 33, acordei sem ouvir nada no ouvido direito. Corri ao otorrino e, após pedir uma tomografia, ele constatou: o nervo auditivo havia se rompido. `A senhora nunca mais vai voltar a ouvir¿, foi o veredito, e eu fiquei arrasada. Restava a audição no ouvido esquerdo, mas o problema me trouxe uma labirintite que tirava meu equilíbrio.

Foi então que decidi consultar também um médico do plano espiritual. O escolhido foi o doutor Hans, que incorpora e dá consultas por meio da médium Rosana. `O que tenho?¿, perguntei, enquanto o via mexer na minha cabeça, mas ele não deu detalhes, apenas encerrou o trabalho e disse que eu poderia ir para casa. Na manhã seguinte, ao acordar, percebi que meu ouvido direito não apenas havia voltado a funcionar, mas operava melhor do que o esquerdo. Voltei ao otorrino, que pediu novos exames e classificou o caso como um milagre.

Era com essa confiança que eu frequentava a casa espírita até que, dois anos depois, num sábado de trabalhos, o doutor Hans pediu para me ver novamente. Eu me sentia bem e pretendia apenas tomar um passe naquele dia, mas o chamado mudou meus planos. Entrei na sala, deitei na maca e o vi se aproximar.

Começou examinando minha barriga e, sem qualquer explicação, perguntou: `Você pretende ter mais filhos?¿. Respondi que não. Afinal, estava satisfeita em ser mãe de três crianças lindas, dois meninos e uma menina. Continuei deitada enquanto ele mexia sobre o meu abdômen e fui liberada pouco tempo depois. Não pedi mais detalhes e saí de lá sem saber o porquê da consulta.

Pedaço ausente

Seis meses depois, chegou a hora de fazer os exames ginecológicos de rotina. Como todos os anos, o médico listou o papanicolau, que descarta a chance de câncer no colo do útero, e uma ultrassonografia. Tudo certo no primeiro, mas, no segundo, o médico ficou intrigado. Já era sua paciente havia alguns anos e ele me conhecia. Depois de alguns minutos rolando o bastão e olhando para a tela, me disse: `Não estou achando seu ovário direito¿.

Ele pediu que eu fosse a um laboratório fazer uma ecografia transvaginal. Fui fazê-la e lá também não conseguiram encontrar meu ovário. Eles não podiam acreditar. Queriam saber se eu havia passado por alguma cirurgia, se havia ligado as trompas, qualquer coisa. Minha última operação havia sido o parto por cesária da minha filha, cinco anos antes. De volta ao centro, comentei o mistério com a Rosana, a médium que incorpora o doutor Hans, e perguntei o que, exatamente, ele havia feito naquele procedimento meses antes. Ela questionou o espírito e veio com a resposta: retirada de ovário. Estava tomado de cistos, explicou o doutor Hans.”

Doutor Hans

O médico famoso no Brasil nunca foi visto em carne e osso. É um espírito que, como seu colega também célebre doutor Fritz, encarna no corpo de médiuns para realizar tratamentos de saúde. O brasileiro mais famoso a receber a incorporação de Hans é o goiano João de Deus. Em São Paulo, uma sensitiva que trabalha com o mesmo espírito é a médium Rosana Rubio, fundadora do Grupo Ser, frequentado por Yara. Durante as cirurgias, nenhum corte é feito na pele.

Yara Remorini Collalto tem 59 anos, é aposentada e hoje faz consultas de rotina com o doutor Hans. Depoimento a Letícia González.


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