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Confira quatro curiosidades sobre a festa de 14 de Julho na França

Logotipo do(a) RFI RFI 14/07/2017 Adriana Moysés
REUTERS/Gonzalo Fuentes © Fournis par France Médias Monde REUTERS/Gonzalo Fuentes

A festa nacional francesa como se conhece hoje, com desfile militar majestoso e fogos de artifício, nem sempre foi celebrada no dia 14 de Julho.

Datas

Ao longo da história, os franceses já celebraram o amor pela pátria em setembro, no período de 1793 a 1803, no dia 15 de agosto (1806-1813) e em 30 de junho (1878). Foi só em 1880 que o calendário atual foi adotado, sendo associado à Tomada da Bastilha e à Festa da Federação, promovida pelo rei Louis XVI para festejar a união nacional um ano mais tarde, em 14 de Julho de 1790. Na época, um grande encontro reuniu militares e representantes da administração no Campo de Marte, em Paris.

Local

O desfile militar também mudou de endereço ao longo da história. De 1880 a 1924, à exceção no intervalo da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), ele foi realizado no Hipódromo de Longchamps, na zona oeste de Paris. Depois de 1924, a parada militar mudou três vezes de local.

Foi o ex-presidente socialista François Mitterand (1916-1996)que instalou definitivamente a festa na avenida Champs Elysées, próxima de símbolos republicanos como o Palácio do Eliseu, a residência oficial do presidente, a Assembleia Nacional, a praça da Concórdia e o Arco do Triunfo, que celebra vitórias francesas em guerras e homenageia os soldados mortos pela pátria.

Cadência

As quase duas horas de evento são milimetricamente ensaiadas. Uma das curiosidades é que os regimentos desfilam pela avenida em cadências diferentes. A maior parte dos soldados marcha 120 passos por minuto. O grupo mais lento é o da Legião de Honra, que, para acompanhar o hino "Le Boudin", faz 88 passos por minuto, contra o regimento dos caçadores, que percorre o trajeto a 130 passos por minuto a fim de acompanhar o ritmo da música "Sidi Brahim". Em compensação, todos marcham primeiro com a perna esquerda.

Fogos de artifício

Os fogos de artifício na Torre Eiffel são uma herança do antigo regime. Eles passaram a fazer parte do cerimonial depois que o rei Luís XIII experimentou a novidade em sua festa de casamento. A queima de fogos é um dos raros símbolos da monarquia que os republicanos conservaram sem que ninguém saiba por quê.

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