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Filho de funcionária morta presta apoio à alunos em Suzano

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 19/03/2019 Luiz Felipe Castro
Vinicius Umezo, filho da coordenadora Marilena Umezo, fala à imprensa durante a reabertura da Escola Raul Brasil, em Suzano – 19/03/2019 © Heitor Feitosa Vinicius Umezo, filho da coordenadora Marilena Umezo, fala à imprensa durante a reabertura da Escola Raul Brasil, em Suzano – 19/03/2019

Logo na entrada da Escola Estadual Raul Brasil, que nesta terça-feira, 19, reabriu suas portas aos alunos, seis dias após o massacre deixou dez pessoas mortas em Suzano (SP), o engenheiro Vinicius Umezu recebeu os adolescentes com palavras de carinho. Ele é filho de Marilena Emezu, coordenadora pedagógica do colégio e uma das vítimas fatais do ataque.

“Estou na minha função de dar apoio a estas crianças, em nome da minha mãe espero que eles continuem na caminhada e não desistam nunca”, disse Vinicius, enquanto os adolescentes e seus pais recebiam flores e entravam no colégio.

“A lição que fica disso tudo é que hoje em dia as coisas estão muito dispersas, devemos focar nos nossos filhos, os pais têm de mostrar uma proximidade maior e estar ao lado deles”, afirmou Umezu, que acredita que a barbaridade pode trazer maior conscientização. “Minha mãe não se foi em vão, esse caso vai deixar um legado e ajudar muita gente.”

Os portões foram abertos às 10h desta terça. “Bom dia, tem café pra vocês”, exclamou uma funcionária da prefeitura encarregada de receber os jovens, que passarão por atividades de acolhimento e atendimento psicológico. A data de retomada das aulas não foi definida.

Os professores planejaram uma série de atividades livres, como oficinas, terapias em grupos, rodas de conversa, depoimentos e compartilhamento de boas práticas, informou a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo.

Os trabalhos foram acompanhados pelas secretarias do Governo de São Paulo e da Prefeitura de Suzano, por profissionais do Instituto de Psicologia da USP, Unicamp e Centros de Atenção Psicossocial (Capes) do município. As equipes de especialistas permanecerão na unidade ao longo de toda a semana.

O ataque da semana passada causou a morte de cinco estudantes (Samuel Melquiades, Caio Oliveira, Kaio Lucas, Claiton Antônio, Douglas Murilo), duas funcionárias do colégio (Marilena Umezu e Eliana Regina), e também de Jorge Antônio de Moraes, tio de um dos atiradores, baleado pelo próprio sobrinho em sua loja de carros próxima à escola. Guilherme Taucci Monteiro, um dos autores do ataque, também matou seu colega Luiz Henrique Castro e depois se suicidou.

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