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Maratona da Fuvest termina com Matemática difícil e Olimpíada no Rio

Logotipo do(a) Estadão Estadão 09/01/2018 Júlia Marques

A maratona da Fuvest terminou nesta terça-feira, 9, com provas específicas aplicadas aos candidatos a uma vaga na Universidade de São Paulo (USP) de acordo com a carreira escolhida. Os estudantes tiveram quatro horas para responder 12 questões, de duas ou três disciplinas. Professores ouvidos pelo Estado avaliaram que o último dia de provas seguiu a tradição de trazer questões complexas e desafiou alunos a mostrar bom domínio de temas atuais, como a tensão na Coreia do Norte e a Olimpíada do Rio. A prova de Matemática foi considerada a mais difícil. 

"A Fuvest se preocupa com questões que, ao longo do tempo, têm trazido consequências importantes", explica Fernando Rodrigues, professor de História do Cursinho da Poli. Nesta disciplina, o destaque foi para uma pergunta sobre as civilizações inca e asteca. "A América Latina foi bem contemplada nas duas fases. Foi grande o espaço que deram. É uma tendência perguntar mais de América, Ásia e África e um pouco menos de Europa", diz.

Fuvest. Conhecida por mesclar diferentes áreas do conhecimento em uma mesma questão, a prova surpreendeu professores de cursinho pela pouca interdisciplinaridade © Werther Santana/Estadão Fuvest. Conhecida por mesclar diferentes áreas do conhecimento em uma mesma questão, a prova surpreendeu professores de cursinho pela pouca interdisciplinaridade

Em Geografia, o candidato ligado no noticiário se deu bem. "Uma questão abordava o legado urbano da Olimpíada do Rio. Era preciso relacionar interesses empresariais com a atuação governamental", diz Rodrigues. Em outra, o estudante tinha de localizar no mapa a Coreia do Norte e explicar a tensão política na região.

O teste ainda usou textos diferentes - como tabelas, gráficos e até pinturas - para contextualizar as questões. A prova de Física, segundo o coordenador do Curso Poliedro, Vinicius de Carvalho Haidar, foi longa. "Física foi diferente. Todas as quatro questões tinham quatro perguntas", diz. Apesar de trabalhoso, o teste não foi o mais difícil, segundo Haidar. "Matemática foi uma prova difícil, um pouco acima (do que em anos anteriores)."

O teste na disciplina voltou a cobrar probabilidade, como ocorreu no segundo dia de provas da segunda fase, e teve ainda questões sobre funções trigonométricas e Geometria Analítica. "Foram questões bem diretas ao ponto", avalia Haidar.

Segundo a coordenadora do Objetivo, Vera Lucia da Costa Antunes, a prova de Matemática foi considerada pelos alunos "muito difícil". Embora os conceitos cobrados fizessem parte da grade do ensino médio, a forma como tinham de ser aplicados tornou o exame complexo. "Olhando, aparentemente, era convencional. Mas, na hora de resolver, a coisa complicava", diz Vera.

Já a prova de Química teve nível de dificuldade médio. Em uma das questões sobre Química Orgânica, o candidato teve de desenhar um gráfico. "Essa não tinha nenhum item. Era só uma pergunta e isso não é muito comum, foge do padrão da Fuvest", diz Haidar. Biologia, por sua vez, não trouxe desafios adicionais aos candidatos, segundo os professores. "Foi mais simples do que no ano passado", avalia Vera Lucia, do Objetivo.

Abstenção e calendário

Nesta terça-feira, 9, a Fuvest registrou um índice de abstenção de 8,52%. Dos 21.790 convocados, 1.856 não compareceram. O porcentual é o menor desde 2009.

A lista dos aprovados em 1ª chamada será divulgada pela Fuvest no dia 2 de fevereiro e a matrícula pela internet começa no dia 5. A Fuvest é a principal porta de entrada para a Universidade de São Paulo (USP), que ainda seleciona 25% dos novos alunos pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Vídeo: Presídios de Goiás têm condições precárias (Via SBT)

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