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Um novo curso superior de engenharia está sendo criado pela USP

Logotipo do(a) Exame.com Exame.com 16/04/2018 Camila Pati
engenheira-moderna: Engenheira: tema da complexidade em engenharia é alvo de pesquisa em universidades estrangeiras © Thinkstock Engenheira: tema da complexidade em engenharia é alvo de pesquisa em universidades estrangeiras

São Paulo – Inédito no Brasil, o curso de Engenharia da Complexidade é a proposta da Escola Politécnica (Poli) da USP para formar o engenheiro do futuro: um profissional capaz de propor soluções em ambientes de alta complexidade. Alguns dos detalhes foram apresentados em colóquio na Poli, no começo do mês.

Com metodologia de ensino/aprendizagem por projetos, o curso irá de encontro à prática corrente da ciência e da engenharia de enxergar sistemas e suas partes separadamente. A ideia é que ele seja oferecido a turmas anuais no campus da cidade de Santos, com duração de 5 anos, mas não há previsão de início.

Um dos exemplos dados para explicar a ação do engenheiro de complexidade foi a construção de um túnel ou de um viaduto em que fosse levado em conta o impacto da obra de maneira ampla: tanto na economia, quanto no ambiente urbano e na população em si.

A palavra chave da engenharia de complexidade é integração de conhecimentos de outras áreas da engenharia para oferecer soluções de deem conta dos mais diversos aspectos de um problema.

Habilitação vem para somar conhecimentos

Sua proposta não é substituir outras habilitações de engenharia e, sim, somar, segundo o professor Laerte Idal Sznelwar, do departamento de Engenharia de Produção da Poli, coordenador do grupo de trabalho que está estruturando a nova habilitação

Novidade no Brasil, a engenharia da complexidade já é tema de pesquisa em universidadesestrangeiras como a de Calgary (Canadá), Imperial College e Oxford (Reino Unido), Sidney (Austrália), Stanford e o MIT (Estados Unidos).

Mas é no Japão que o tema, segundo disse o professor de engenharia naval, Bernardo Luis Rodrigues de Andrade, durante o colóquio, que o tema ganha mais destaque já que na Universidade de Tóquio, no Japão, há um departamento de Ciência e Engenharia da Complexidade. Na opinião do professor, o Brasil está atrasado no assunto.


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