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‘PT quer resolver as eleições nos gabinetes e nas celas’, diz Ciro

Logotipo do(a) Poder360 Poder360 07/08/2018 Lauriberto Brasil
O candidato a presidente, Ciro Gomes (PDT). © Sérgio Lima O candidato a presidente, Ciro Gomes (PDT).

O candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) afirmou nesta 2ª feira (6.ago.2018) que o PT “quer resolver as eleições em celas”. A declaração foi dita em sabatina realizada pela CBIC (Câmara Brasileira de Indústria de Construção), em Brasília. O pedetista critica acordo firmado pelo PT para que o PSB não o apoiasse nas eleições.

“Precisa de pragmatismo para falar sobre questões complexas em 20 minutos [seu tempo de resposta no evento]. Imagine 33 segundos, que foi o que me deixaram para falar na campanha. Querem resolver a eleição nos gabinetes ou em celas, que é até pior em certos aspectos”.

Ciro foi aplaudido pelos empresários de construção presentes na plateia. Também recebeu aplausos quando criticou o candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

“No Brasil iniciou-se de 1 tempo para cá a apologia da ignorância. Porque isso dá uma certa afinidade com o nosso povo. Virou 1 atributo. Sei de nada não, vou chamar o posto Ipiranga”.

Ciro negou que escolher como vice Katia Abreu (PDT), uma representante do agronegócio, tiraria votos dos eleitores de esquerda. “Duvido que tenha 1 petista que tenha sido mais heróico. Ela foi expulsa pelos quadrilheiros golpistas porque foi fiel à Dilma”, disse o candidato. A ruralista foi uma das maiores defensoras da petista no processo de impeachment.

Ciro também declarou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agiu para os partidos do Centrão (DEM, PR, PRB, SD e PP) não apoiarem a candidatura do PDT. “O Lula trabalhou para o PR ir para o Alckmin. Eu me recusei a falar com Valdemar Costa Neto [dirigente do PR e condenado no mensalão] por razões antigas.”

Durante a sabatina, Ciro rejeitou medidas de estímulo ao consumo e afirmou que essa política foi bem-sucedida durante o governo Lula por conta do cenário externo.

“Enquanto o petróleo estava a 110 dólares o barril, o minério de ferro a 190 dólares a tonelada, foi possível ao Lula fazer as proezas que fez. Com a Dilma, o petróleo cai para 30 dólares, o minério de ferro cai para 38 dólares e o país quebra. Há uma ilusão grave que vamos ser salvos de nossa tragédia socioeconômica importando algo que tem valor agregado sofisticado e pagando com commodities”.

O ex-governador do Ceará defendeu o que chamou de taxa de câmbio de equilíbrio e criticou o modelo de câmbio flutuante criado em 1998 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O sistema cambial ainda é adotado e deixa o valor do real variar de acordo com as flutuações do dólar. Pela proposta de Ciro o valor da moeda brasileira ficaria restrito a determinado intervalo.

O pedetista também comentou sobre quando foi filiado ao PSDB, sigla pela qual exerceu o cargo de ministro da Fazenda no governo de Itamar Franco, em 1994. Ciro rompeu com o partido em 1998.

“Rompi com o PSDB em 1998, virei acadêmico, escrevi livro. De garoto prodígio da política brasileira virei 1 doidão [sobre tratamento que recebeu quando saiu do PSDB]”.

Indústria nacional

O candidato prometeu se eleito criar 2 milhões de empregos no 1º ano de governo.Para fazer isso cita investimentos na indústria de construção civil, defesa, petróleo-gás-biocombustível, agronegócio e saúde. “Há complexos industriais que podemos reindustrializar. O complexo industrial da defesa, este mais lentamente. Já os de saúde, agronegócio e petróleo-gás-bioenergia podem ser mais rápidos. O mais rápido de todos é o de construção civil”.

O pedetista enumera os motivos pelos quais o setor de construção civil traz resultados imediatos:

  • emprega gente com dificuldade de qualificação;
  • corresponde a uma demanda de ganha-ganha, pois a construção traz saneamento básico e isso faz cair despesa com saúde;
  • não necessita de despesas com insumos.

Para financiar esse estímulo à indústria, Ciro disse que vai “limpar uma grande parcela de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) estocados na especulação financeira por conta da burocracia nos Estados”. 

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