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Após reunião na casa de Haddad, corrente do PSDB declara apoio ao candidato

Logotipo do(a) Poder360 Poder360 11/10/2018 Lauriberto Brasil
Fernando Haddad (PT) diz que pretende conversar com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso © Lula Marques Fernando Haddad (PT) diz que pretende conversar com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso

O candidato a presidente Fernando Haddad (PT) recebeu na sua casa, em São Paulo, uma ala tucana denominada PSDB Esquerda Pra Valer. A corrente declarou apoio a Haddad contra Jair Bolsonaro (PSL) no 2º turno e deve fazer 1 ato público na capital paulista na próxima semana.

O encontro entre o ex-prefeito de São Paulo e os tucanos aconteceu na noite de 4ª feira (10.out.2018) e foi intermediado pela vereador Eduardo Suplicy (PT-SP), que é próximo da corrente do PSDB. Na reunião, o grupo tucano entregou 1 conjunto de propostas ao candidato petista, mas não condicionou o apoio a isso.

“Eduardo Suplicy nos convidou para 1 encontro reservado na casa de Haddad em São Paulo. A nossa manifestação se dava pelo entendimento que a candidatura de Bolsonaro não cumpre valores civilizatórios e de dignidade da pessoa humana”, disse ao Poder360 o coordenador da tendência tucana, Fernando Guimarães.

No entanto, Guimarães ressalta que os políticos do PSDB ligados ao grupo não foram consultados e ainda não tomaram posição sobre a eleições presidenciais. A senadora eleita Mara Gabrilli e o presidente do Instituto Teotônio Vilela, José Aníbal, são próximos do Esquerda Pra Valer.

O coordenador do grupo também disse que apoio é a Haddad, não ao PT. “Fomos o 1º movimento de apoio a Alckmin, mas como a candidatura que chegou ao 2º turno foi a de Haddad, declaramos apoio. Não ao PT, mas a Haddad, assim como faríamos com qualquer outro que chegasse ao 2º turno contra o protofascismo.”

De acordo com o militante do PSDB, a decisão pelo apoio a Haddad é a única possível. “Não é questão de discutir se é ideal ou não, é a única possível. Boa parcela dos eleitores do PSDB deve votar no Fernando Haddad. Há 1 movimento ortodoxo, comprometido com a social democracia. Em 1989 estivemos juntos contra Fernando Collor”.

Ele também citou quadros históricos do partido para reforçar a posição tomada nesta fase da corrida presidencial.

“Mário Covas e Franco Montoro sempre pronunciaram esses gestos. Não podemos podemos agir de forma diferente no caminho da democracia. Montoro dizia que mais difícil que derrubar a ditadura foi construir a democracia, não vamos interromper esse longo caminho que construímos”, afirmou.

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