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Calor bate recorde em cidade russa conhecida pelo frio extremo

Logotipo do(a) dw.com dw.com 22/06/2020 dw.com

Conhecida por quebrar recordes de frio, cidade na Sibéria registrou 38 °C no fim de semana. Agência da ONU aponta que essa pode ser a temperatura mais alta já observada acima do Círculo Polar Ártico.

Verkhoyansk vista do céu. Cidade disputa com Oymyakon o título de assentamento permanente mais frio do mundo © imago/Russian Look Verkhoyansk vista do céu. Cidade disputa com Oymyakon o título de assentamento permanente mais frio do mundo

Os termômetros na cidade russa de Verkhoyansk, no leste da Sibéria, alcançaram a marca de 38 °C no último sábado, informaram nesta segunda-feira (22/06) fontes meteorológicas russas. É a maior temperatura já observada na cidade desde o início dos registros, na década de 1880.

Verkhoyansk, juntamente com Oymyakon, é conhecida como uma das localidades mais frias do planeta. Em fevereiro de 1892, Verkhoyansk registrou a baixa temperatura recorde de -67,8 °C.

Apesar de ser, segundo o Guinness, a cidade com maior amplitude de temperaturas máximas e mínimas já registradas, Verkhoyansk perde por pouco de Oymyakon quando se trata da média da temperatura em janeiro (inverno no hemisfério norte). Em Verkhoyansk, a média mínima é de -48,3 °C nesse mês. Já em Oymyakon é de -50°C.

Segundo as autoridades, a situação atual em Verkhoyansk, onde as altas temperaturas foram registadas neste fim de semana, deve-se a um "anticiclone oriental".

O serviço meteorológico de Yakutia, onde estão localizadas as duas "capitais do frio", lembrou que nessa parte da Sibéria as temperaturas podem subir até 30 graus no verão, mas afirmou que essa situação normalmente ocorre em julho, e não em junho.

A temperatura registrada no último sábado é 18 graus Celsius mais alta do que a média registrada normalmente em junho e pode ser a temperatura mais alta já observada acima do Círculo Polar Ártico.

Verkhoyansk está localizada a 67,5 graus de latitude norte. Já o Círculo Polar Ártico começa em 66,5 graus.

Randy Cerveny, professor da Universidade Estadual do Arizona, que chefia a equipe responsável por analisar eventos climáticos extremos na Organização Meteorológica Mundial (OMM), disse em um e-mail que a agência das Nações Unidas "está aceitando preliminarmente a observação como uma nova temperatura extrema e que aguarda uma revisão mais detalhada", segundo o jornal The Washington Post.

No domingo, o mesmo local registrou temperatura de 35,2 °C, indicando que a leitura de sábado não era uma anomalia.

Estudos apontam que o Ártico pode estar aquecendo duas vezes mais rápido que a média global.

Uma onda de calor persistente no Círculo Polar Ártico neste ano vem preocupando meteorologistas. O Serviço Copernicus da Mundança Climática (C3S), um programa ligado à Comissão Europeia, apontou que em março, abril e maio a temperatura média na região estava 10 graus Celsius acima da normal.

Na semana passada, o Serviço Meteorológico da Rússia já havia alertado que as temperaturas na Sibéria nos próximos dias excederiam a média em mais de 10 graus e que, se a situação persistir, o risco de incêndios florestais na região aumentará.

JPS/lusa/ots/wp

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