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Florestas tropicais poderiam emitir carbono com mudanças climáticas

Logotipo do(a) AFPAFP 5 dias atrás AFP
Vista aérea de um barco navegando o rio Juruá, em Carauari, Amazonas, coração da floresta amazônica, em 15 de março de 2020 © Florence GOISNARD Vista aérea de um barco navegando o rio Juruá, em Carauari, Amazonas, coração da floresta amazônica, em 15 de março de 2020

As florestas tropicais poderiam perder seu papel como estoques de carbono se as temperaturas diurnas superarem os 32ºC, o que poderia ocorrer em quase três quartos dos bosques se o clima mundial esquentar 2ºC, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (21) na revista Science. 

"As florestas tropicais armazenam atualmente o equivalente a um século de emissões de dióxido de carbono. No entanto, as mudanças climáticas poderiam reduzir estas reservas se o crescimento das árvores diminuir ou se a taxa de mortalidade das árvores aumentar, o que, ao mesmo tempo aceleraria as mudanças climáticas", informou em um comunicado o Cirad, instituto francês de pesquisas em agronomia, que participou do estudo. 

Os cientistas mediram mais de meio milhão de árvores em 813 florestas tropicais de todo o mundo para avaliar a quantidade de carbono armazenado. 

Atualmente, as florestas tropicais atuam como depósitos de carbono, "apesar do aumento das temperaturas", indicou o comunicado. 

No entanto, "as reservas de carbono armazenado nestas florestas continuará estável enquanto a temperatura diurna não alcançar os 32ºC. Para além desse limite, as reservas diminuem muito fortemente", explicou Bruno Hérault, coautor do estudo e especialistas em florestas tropicais do Cirad. 

O objetivo atual estabelecido no Acordo de Paris é manter a elevação das temperaturas abaixo dos 2ºC, mas isto "levaria a superar estes 32ºC em grande número de florestas tropicais". 

"Se limitarmos as temperaturas médias mundiais a um aumento de 2ºC com relação aos níveis pré-industriais, isto leva quase três quartos das florestas tropicais a estar acima do limite de temperatura que identificamos", advertiu Martin Sullivan, autor principal da publicação, pesquisador da Universidade de Leeds e da Universidade Metropolitana de Manchester, citado no comunicado. 

O perigo estaria, então, em que "as florestas se tornariam, por sua vez, em emissoras de carbono". 

"Com cada grau a mais de temperatura, as florestas tropicais liberariam 51 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera", insistiu Martin Sullivan. 

laf/rh/rhl/jvb/mb/mvv 

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