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Começa toque de recolher no Chile pelo quarto dia seguido

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 22/10/2019 Da Redação
Manifestante ataca veículo das forças de segurança chilena na capital Santiago - 22/10/2019 © Ivan Alvarado/Reuters Manifestante ataca veículo das forças de segurança chilena na capital Santiago - 22/10/2019

Os cidadãos de Santiago, Chile, estão novamente sob toque de recolher desde as 20h desta terça-feira, 22. Desta vez, a medida vigorará até as 5h de quarta-feira, 23. Este é o quarto dia seguido em que a medida, inédita desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet em 1990, é decretada na capital.

A decisão havia sido anunciada pelo Exército do Chile, responsável pela segurança da capital desde sábado 19 quando foi decretado estado de emergência, em sua conta oficial no Twitter no início da tarde. Manifestantes saem às ruas do país desde a última sexta-feira 18, em protestos violentos contra a política econômica do presidente Sebastián PiñeraO estopim do movimento popular foi o aumento das tarifas de metrô de Santiago, mas logo foram agregadas queixas sobre o sistema de aposentadoria, as condições de vida e os cortes nos gastos públicos.

Além de Santiago, quatro regiões chilenas, incluindo Valparaíso e Biobío, mantêm toque de recolher nesta quarta. No caso de Valparaíso, a medida está imposta desde as 18h. Algumas cidades e regiões metropolitanas de outras regiões seguem a mesma diligência.

O governo também ampliou o estado de emergência em partes das regiões de Arica y Parinacota, na fronteira com o Peru, e de Antofagasta, relatou o portal argentino Infobae. Assim, apenas Aysén, próxima ao extremo sul do Chile, permanece totalmente fora do estado de emergência.

Segundo a Constituição chilena, o presidente da República pode “restringir as liberdades de locomoção e de reunião” durante o estado de emergência, que não pode exceder quinze dias, com direito a prorrogação se aprovada pelo Congresso Nacional.

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Vídeo: Presidente do Chile propõe ‘acordo social’ (AFP)

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