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Furacão Florence mantém força e se aproxima do sudeste dos EUA

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 12/09/2018 Da Redação
Furacão Florence: Heather Samson, dona do Beach Beads e do Glass Studio, usa tinta spray para deixar mensagens de proteção contra o furacão Florence em seus negócios em Surfside Beach, Carolina do Sul – 11/09/2018 © Reuters Heather Samson, dona do Beach Beads e do Glass Studio, usa tinta spray para deixar mensagens de proteção contra o furacão Florence em seus negócios em Surfside Beach, Carolina do Sul – 11/09/2018

O furacão Florence, que deve se tornar a primeira tempestade de categoria 4 a atingir diretamente o Estado americano da Carolina do Norte em seis décadas, se aproxima do litoral nesta quarta-feira (12), ameaçando provocar ondas enormes, chuvas torrenciais e inundações severas.

Com ventos contínuos máximos de 225 km/h, a trajetória do Florence indica que o furacão deve atingir a costa sul da Carolina do Norte até sexta-feira (14), disse o Centro Nacional de Furacões.

A tempestade deve provocar até 89 centímetros de chuva em partes dos Estados de Carolina do Sul,Carolina do Norte e Virgínia, onde intensa inundação é esperada, afirmou o centro.

“Essa é uma situação de risco de vida”, disse o centro em boletim no início desta quarta-feira. “Pessoas localizadas dentro dessas áreas devem tomar todas as ações necessárias para proteger vidas e propriedades”.

Cerca de 5,5 milhões de pessoas vivem em regiões dos três estados que serão atingidos com alertas e advertências. Mais de 1,5 milhão de moradores foram ordenados a se retirar do litoral, enquanto universidades, escolas e fábricas estão sendo fechadas.

Na manhã desta quarta, o presidente Donald Trump publicou em sua página no Twitter um vídeo em que faz um alerta à população que deve sofrer com a chegada do Florence. Segundo ele, o país está preparado, mas deve haver prudência das pessoas nas áreas atingidas. “Fiquem longe do caminho dele, é bem grande”, comentou.

Trump lembrou que o furacão deve atingir áreas costeiras na Carolina do Sul, Carolina do Norte e Virgínia. O presidente informou que ele não deve mudar de rota, neste momento.

“Estamos totalmente preparados, em alimentos, medicamentos”, disse. “Mas mesmo assim coisas ruins podem acontecer”, disse, pedindo que a população tenha prudência e obedeça as orientações das autoridades locais sobre abrigos e riscos.


Furacão Maria

Na quinta-feira (11), em uma coletiva na Casa Branca, Trump elogiou a resposta de seu governo ao furacão Maria, que atingiu o Caribe e a Flórida em setembro do ano passado.

“Eu acho que foi um dos melhores trabalhos que já foram feitos”, afirmou o presidente. “O trabalho que a Fema [Agência Federal de Gestão de Emergências] a polícia e todo mundo fez junto com o governador de Porto Rico, eu acho que foi tremendo. Eu acho que Porto Rico foi um sucesso incrível e sem precedentes.”

As declarações de Trump, contudo, geraram controversia. O governador da ilha, Ricardo Rossello, divulgou um comunicado descrevendo o Maria como “o pior desastre natural de nossa história moderna”.

“Nenhum relacionamento entre uma colônia e o governo federal pode ser considerada um sucesso porque os porto-riquenhos não possuem certos direitos inalienáveis ​​desfrutados por nossos compatriotas americanos nos estados “, afirmou.

A prefeita de San Juan, conhecida crítica de Trump, afirmou que a resposta ao furacão Maria foi uma “mancha em sua Presidência” e que seus comentários soaram como uma grande ofensa.

Políticos democratas também reagiram à declaração. O senador Bernie Sanders tuitou: “Quase 3.000 pessoas morreram. Isto não é um ‘sucesso’. Isto é uma tragédia e uma desgraça”.

Para o também senador democrata Chuck Schumer os comentários de Trump foram “ofensivos e descaradamente falsos”.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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