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Indicado de Trump para Segurança Nacional rejeita convite

Logotipo do(a) dw.com dw.com 17/02/2017
© picture-alliance/dpa/U.S. Marine Corps/Sgt. Shawn Coolman

O vice-almirante Robert Harward, indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para assumir o cargo de assessor de Segurança Nacional após a renúncia de Michael Flynn, rejeitou nesta quinta-feira (16/02) o convite do governo americano alegando questões pessoais.

Em comunicado, Harward se diz impossibilitado de assumir o cargo, uma vez que o trabalho exige "24 horas por dia, sete dias por semana, de concentração e comprometimento para que seja bem feito. Nesse momento, não posso assumir este compromisso".

Entretanto, líderes republicanos citados pela emissora de notícias CNN, sob condição de anonimato, afirmaram que Harward rejeitou o cargo ao saber que não poderia formar sua própria equipe, como tinha pedido, e que as linhas de comando não estavam claras. Motivos semelhantes foram divulgados pelo jornal TheWashington Post.

Um amigo do vice-almirante disse à CNN que Harward considera "caótica" a forma como funciona a Casa Branca de Trump, motivo também citado pelo jornal TheNew York Times.

O vice-almirante, porém, afirmou à agência Associated Press que o governo teria sido "bastante acolhedor às minhas necessidades, tanto profissionais quanto pessoais".

"Foi uma questão estritamente pessoal", disse. "Me encontro numa posição singular de, após 40 anos nas Forças Armadas, poder desfrutar de tempo para assuntos pessoais".

Ao ser questionado se teria pedido para compor sua própria equipe no Conselho de Segurança Nacional, ele disse apenas que "isso é algo que o presidente deve tratar".

Harward era o favorito de Trump para suceder Flynn, que renunciou na última segunda-feira após a confirmação de que mentiu para o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, e outras autoridades do governo sobre o conteúdo de seus contatos com o embaixador russo em Washington.

Autoridades americanas afirmaram no início da semana que os dois outros candidatos ao cargo seriam o general reformado David Petraeus e o assessor interino de Segurança Nacional, Keith Kellogg. Petraeus renunciou como diretor da CIA em 2012, após ser acusado de fornecer informações confidenciais à sua biógrafa, com quem mantinha um caso amoroso.


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