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Pelo menos 115 civis mortos no Mali durante visita do Conselho de Segurança da ONU a Sahel

Logotipo do(a) AFPAFP 23/03/2019
Um soldado da força francesa Barkhane em Sahel patrulha de helicóptero a região entre Gao e Menaka, no norte do Mali, em 21 de março de 2019. Um soldado da força francesa Barkhane em Sahel patrulha de helicóptero a região entre Gao e Menaka, no norte do Mali, em 21 de março de 2019.

Pelo menos 115 pessoas da etnia fulani foram assassinadas neste sábado no Mali por supostos membros de grupos de caçadores da etnia dogon, perto da fronteira com Burkina Faso, quando embaixadores dos países do Conselho de Segurança da ONU visitavam Sahel, que está sob ameaça jihadista, segundo diversas fontes.

"O novo balanço é de 115 mortos", afirmou à AFP Cheick Harouna Sankaré, prefeito de Ouenkoro, acrescentado que foram encontrados corpos de pessoas dadas por desaparecidas.

As autoridades locais, uma fonte de segurança e uma associação, confirmaram o número de vítimas.

Sankaré denunciou "um massacre de civis fulani por caçadores típicos dogons" e perguntou por que o exército "não desmantela" os acampamentos desses grupos.

Um balanço anterior registrava 50 mortos neste ataque na localidade de Ogossagou, na região de Bankass, perto da fronteira com Burkina Faso.

Há quatro anos, desde o aparecimento no centro do Mali do grupo jihadista do pregador Amadou Koufa, ligado à Al-Qaeda e que recruta para suas fileiras membros da comunidade faluni, ocorrem enfrentamentos entre esta comunidade, dedicada à criação de gado, e as etnias bambara e dogon, que praticam a agricultura.

Estes conflitos já deixaram mais de 500 mortos em 2018, segundo a ONU.

Após o encontro na sexta-feira com o presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, os embaixadores dos 15 países do Conselho de Segurança da ONU se reuniram com os responsáveis pela assinatura do acordo de paz de 2015. Em seguida falaram com o primeiro-ministro Soumeylou Boubeye Maïga sobre a situação no centro do país, informou a ONU.

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