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Suspeito de atacar ônibus do Borussia Dortmund agiu por ganância

Logotipo do(a) dw.com dw.com 4 dias atrás
© picture-alliance/dpa/M. Kusch

A polícia alemã prendeu nesta sexta-feira (21/04) um homem suspeito de realizar o ataque contra um ônibus da delegação do time de futebol Borussia Dortmund, informou a Promotoria Federal da Alemanha.

O agressor foi identificado como Sergej W., de 28 anos, de dupla cidadania alemã e russa, que teria agido por motivos econômicos. De acordo com a promotoria, o suspeito pretendia que o ataque gerasse uma queda das ações do clube, para lucrar com a venda de títulos.

Com um empréstimo feito uma semana antes, ele adquiriu no próprio dia do atentado, 11 de abril, cerca de 15 mil opções ou direitos de venda de ações do Dortmund, com prazo de vencimento até 17 de junho.

"Se as ações do Borussia Dortmund tivessem caído de forma considerável, o lucro teria sido muitas vezes maior do que o investimento inicial", disse a procuradoria. Ferimentos graves ou até a morte de jogadores poderiam ter resultado numa baixa repentina das ações, acrescentou. No dia seguinte ao ataque, as ações do clube subiram 1,8%, mas no meio tempo caíram 5,5%, fechando em 5,36 euros nesta quinta-feira.

O ataque

Três explosões ocorreram próximo ao ônibus que transportava a equipe do clube alemão de futebol Borussia Dortmund para uma partida da Liga dos Campeões na cidade de Dortmund, no oeste da Alemanha. A equipe alemã estava a caminho do estádio Signal Iduna Park, onde enfrentaria o time francês Mônaco nas quartas de final do torneio.

O jogador espanhol Marc Bartra, de 26 anos, e um policial ficaram feridos. O zagueiro foi levado a um hospital, onde passou por cirurgia. Segundo o clube, o atleta fraturou um osso do punho direito e também precisou retirar detritos que ficaram alojados em sua mão após as explosões.

Em março, o suspeito reservou um quarto no mesmo hotel onde a delegação do Borussia Dortmund ficou hospedada. Sergej W. foi detido na cidade de Tübingen, no estado de Baden-Württemberg. Ele responderá por tentativa de homicídio, por causar ferimentos graves e por provocar explosão, adiantou a promotoria.

Suspeita inicial era de extremismo islâmico

No dia seguinte ao ataque, a Procuradoria-Geral da República da Alemanha afirmava considerar provável que o ataque fosse de cunho terrorista, não descartando motivações fundamentalistas islâmicas.

Os investigadores haviam encontrado três cartas de conteúdo idêntico no local. Elas exigiam o fechamento da base militar americana na cidade alemã de Ramstein, além da remoção dos aviões militares de reconhecimento Tornado, da Força Aérea alemã, de uma base aérea da Turquia. Os aviões são utilizados no apoio aos ataques aéreos da coalizão internacional que combate os extremistas do "Estado Islâmico" (EI) na Síria e no Iraque.

A veracidade das cartas, que não foram assinadas, era questionada por especialistas, segundo os quais grupos extremistas, como o "Estado Islâmico" (EI), não costumam deixar mensagens nos locais dos ataques e nunca se referiram à base aérea americana em Ramstein.

Veículos de imprensa haviam relatado que as cartas começam com as palavras "Em nome de Alá, o misericordioso, o piedoso". O texto também afirmaria que aviões alemães estão sendo utilizados para matar muçulmanos nas "terras do califado", em alusão ao território ocupado pela milícia jihadista EI na Síria.

A polícia alemã chegou a prender em Wuppertal um iraquiano suspeito de ter ligações com o EI, mas não conseguiu comprovar o envolvimento dele no ataque. 

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