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Unicef confirma que 45 crianças morreram em atentados no Sri Lanka

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 23/04/2019 Da redação

Os atentados ocorridos no domingo no Sri Lanka provocaram a morte de ao menos 45 crianças, que estão entre as 321 vítimas que assistiam a missas em diferentes igrejas ou estavam nos hotéis que foram atacados, confirmou nesta terça-feira, 23, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Um número similar de crianças sofreu ferimentos graves, informou em Genebra o porta-voz da organização, Christophe Boulierac.

Das crianças falecidas, 27 estavam na igreja Katuwapitya em Negombo, situada poucos quilômetros ao norte da capital Colombo, onde outras dez crianças ficaram feridas.

Em outra igreja na cidade de Batticaloa morreram 13 crianças, das quais a menor tinha pouco mais de um ano, explicou Boulierac ao revelar a dimensão da barbárie nesses atentados.

Outras 15 crianças que estavam no templo religioso de Batticaloa estão agora recebendo tratamento em diversos hospitais, enquanto outras 20 foram admitidos no hospital central de Colombo, com quatro delas internados na unidade de terapia intensiva.

O Unicef foi informado também que outras cinco crianças estrangeiras morreram. Além disso, o fundo da ONU afirmou que ainda é preciso determinar a quantidade de crianças que perderam um ou os dois pais.

O Unicef está apoiando e financiando as instituições responsáveis pela busca de parentes próximos ou, caso estes não apareçam, de estruturas de acolhimento que possam recebê-los.

“Condenamos esta violência nos termos mais duros possíveis. Nenhuma criança deve experimentar uma situação tão dolorosa, nem deve haver pais que perdem seus filhos em circunstâncias tão horríveis”, declarou Boulierac.

O ataque

Os primeiros elementos da investigação sobre os atentados que mostram que os ataques foram uma represália ao recente massacre em duas mesquitas da Nova Zelândia, afirmou o ministro cingalês da Defesa.

Ao mesmo tempo, o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria da série de atentados suicidas cometidos contra igrejas e hotéis de luxo. Os jihadistas não deram evidências de sua reivindicação.

Em discurso no Parlamento do Sri Lanka, contudo, o ministro Ruwan Wijewardene voltou a afirmar que as investigações do governo revelam que o grupo National Thowheeth Jama’ath (NTJ) está por trás dos ataques.

(Com EFE)

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Vídeo: Menina conta o que viu logo após ataques no Sri Lanka (AFP)

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