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MBL desiste de pedir renúncia, e Vem Pra Rua adia protesto

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 19/05/2017 Thaís Augusto
Fora Michel Temer: Manifestação contra o presidente Michel Temer no centro do Rio de Janeiro - 18/05/2017 © Pilar Olivares Manifestação contra o presidente Michel Temer no centro do Rio de Janeiro - 18/05/2017

O MBL (Movimento Brasil Livre), que até ontem pedia a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB), desistiu de pedir a saída do presidente do cargo. Mudança ocorre após divulgação do conteúdo dos áudios feitos por Joesley Batista, dono da JBS, que gravou uma conversa com Temer na qual ele teria dado o aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Temer nega ter consentido com essa situação.

Ontem à noite, o MBL publicou um post em página oficial do Facebook protestando contra a corrupção. “Queremos que todos os políticos corruptos sejam punidos. Não importa o partido. Não estamos a serviço de um projeto de poder, estamos a serviço do futuro do país.” A frase era acompanhada de uma montagem com imagens de Lula, Dilma, Temer e Aécio Neves.

Já nesta sexta-feira, entretanto, o movimento definiu como sensacionalista a matéria que revelou a gravação do empresário da JBS. “Ainda há de se investigar mais a fundo algumas partes, mas não era tudo que foi alardeado. O Brasil perdeu muito com essa brincadeira – menos Joesley Batista, que saiu lucrando”.

O Vem Pra Rua adiou a manifestação prevista para o próximo domingo, dia 21. Segundo o coordenador do movimento, Rogério Chequer, o mote ‘prendam todos os corruptos’ continua. “Conversamos com a Polícia Militar ontem e eles disseram que não poderiam oferecer o mesmo nível de segurança que tivemos em outros atos por conta da Virada Cultural”.

Em comunicado, o movimento reafirmou que a decisão não significa um recuo e que ainda não houve definição de nova data para o ato. “[Temer] tem que renunciar e o Aécio tem que ser totalmente investigado pelo o que ele fez. A justiça tem que acelerar todos esses casos, de Lula, Dilma, Temer e Aécio. São todas pessoas que estão no comando do país e têm que ser investigadas e punidas”, continuou Chequer.

A coordenadora do movimento NasRuas, Carla Zambelli, publicou na noite da última quinta-feira um vídeo nas redes sociais em que diz que é hora de “assentar a poeira, colocar o pé no chão e ver o que está acontecendo” . O movimento havia decidido esperar a liberação dos áudios para se posicionar e não fez convocação para manifestações.

Carla ainda ressalta que os áudios não foram conclusivos para fazer a ligação entre Michel Temer e o deputado Rodrigo Rocha Loures, que teria recebido dinheiro para o presidente.

Outro movimento, o Movimento Liberal Acorda Brasil (MLAB), defendeu em sua página no Facebook uma “faxina geral na política”. Apesar de não convocar para atos, o MLAB comentou os áudios. “Vai ficar chato se continuarem a dizer que a gravação não é nada demais. É tao difícil assim entender que ela é só um pequeno extrato de MUITO mais?”.

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