Você está usando um navegador antigo. Por favor, utilize versão suportada para ter acesso às melhores funções do MSN.

Principais notícias

'PIB pode crescer até 3% em 2018', diz Meirelles

Logotipo do(a) Estadão Estadão 12/10/2017 Ricardo Leopoldo

WASHINGTON - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ressaltou que a estimativa do governo para o crescimento do PIB em 2018 é de 2%, com viés de alta e pode "até chegar a 3%." "O nosso cenário base que ainda está no Orçamento é um crescimento de 2% em 2018, mas já existem diversos analistas e economistas com previsões de crescimento maiores, até de 3% ou mais no ano que vem", disse o ministro. "Eu chamaria de um cenário otimista, mas é um cenário possível."

O ministro ressaltou que apesar da economia global estar em processo de recuperação, há riscos "baixos" de bolhas financeiras globais, que podem dificultar a concretização de um crescimento mais acelerado do PIB no médio prazo.

"Uma recomendação que acredito importante que tenha sido feita agora aos formuladores de politicas dos países desenvolvidos que estão de fato atentos a isso é qual seria o risco da economia global", disse o ministro.

"O risco seria um atraso, evidentemente do BC americano e do BC europeu na normalização das politicas monetárias que levassem a uma bolha nos mercados de ativos internacionais e cujo rompimento pudesse gerar um tipo de crise", ressaltou Meirelles.

++Fed eleva projeção de PIB dos EUA para 2017 e reduz expectativa para inflação em 2018

"Mas isso é um risco. Evidentemente que o Fed está atento a isso e anunciando uma normalização da política monetária. E como também isso está acontecendo na Europa não acredito que isso seja o cenário provável. Mas quando perguntado sobre o risco para a economia global, esse é o risco que todos devem prestar a atenção."

Resistente. Segundo o ministro, por outro lado, a consolidação da recuperação do nível de atividade e as reformas estruturais que estão sendo realizadas no Brasil, incluindo as microeconômicas, a economia "está ficando mais forte e resistente, e portanto, em condições de enfrentar eventuais turbulências na economia global."

O ministro ressaltou que "o mundo vai muito bem e a economia mundial está crescendo a taxas sólidas", inclusive os países desenvolvidos estão registrando alta de seus respectivos PIBs. "É apenas uma questão de ver quais são os riscos e se são aqueles que os BCs dos países desenvolvidos estão alertas."

Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco: “A recessão dos últimos três anos não volta mais. Há décadas nosso problema é macroeconômico. Desta vez, temos a instabilidade política. Já que não é possível um divã, a regra é mudança em cenário de incerteza. A esperança de crescimento robusto fica condicionada agora à aprovação das reformas no Congresso. Chegamos num ponto em que é preciso certo distanciamento para enfrentar a situação com serenidade. É preciso priorizar aquilo que está sob nosso alcance.”

“A recessão dos últimos três anos não volta mais. Há décadas nosso problema é macroeconômico. Desta vez, temos a instabilidade política. Já que não é possível um divã, a regra é mudança em cenário de incerteza. A esperança de crescimento robusto fica condicionada agora à aprovação das reformas no Congresso. Chegamos num ponto em que é preciso certo distanciamento para enfrentar a situação com serenidade. É preciso priorizar aquilo que está sob nosso alcance.”
© Marcos de Paula/Estadão

Médio prazo. O ministro afirmou ainda que é possível que o potencial de crescimento do País chegue a 4%, num horizonte "de três a quatro anos", com a adoção de reformas econômicas que permitirão o avanço do nível de atividade, do consumo e de investimentos.

"Acredito que é possível sim. Isso evidentemente depende de aprovação não só das reformas macroeconômicas, por exemplo da reforma da previdência, da reforma tributária que é muito importante, simplificando o sistema tributário brasileiro", disse.

"Mas também toda a série de reformas microeconômicas, algumas delas já foram aprovadas, como por exemplo a taxa de longo prazo para o BNDES que é muito importante."

Para o ministro, todas estas mudanças estruturais no País, que incluem o teto de gastos públicos, permitirão que a taxa de juros neutra continue caindo, dando condições para que "o Brasil cresça mais com menos inflação e menos juros e isso é tudo muito importante."

++Governo estuda aumento de tributo para compensar mudança de PIS/Cofins

++Em cultos, ministro Henrique Meirelles prega austeridade

O ministro também citou que a inflação nos últimos 12 meses no Brasil está nos índices mais baixos da história recente de 2,5% "e a taxa de juros real sobre a inflação de um ano também está nos níveis mais baixos da história". Para Meirelles, todos estes fatores mostram que a política econômica está funcionando em todas as áreas.

"Agora, tudo isso é importante que seja complementado por todas estas outras políticas que farão com que a taxa de crescimento potencial do Brasil aumente, o que eu acho que é possível", apontou o ministro.

Vídeo: Temer cogita expulsar Cesare Battisti do país (Via )

A SEGUIR
A SEGUIR

Vídeo: Piloto morre em queda de avião após desfile na Espanha (Via AFP)

Leia mais no MSN:
Justiça revoga suspensão de acordo de leniência da J&F
Meirelles admite possível aumento do PIS/Cofins
Falar com SAC é pior do que ficar no trânsito, diz pesquisa

Torne sua empresa mais produtiva com Office 365
- Tenha Word, Excel, Power Point e e-mail corporativo (@suaempresa)
- Videoconferência (Skype for Business) + 1 TB na Nuvem (OneDrive)
- Conheça e compre diretamente na loja oficial da Microsoft

Mais de Estadão

image beaconimage beaconimage beacon