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Veja o que mudou na MP da Liberdade Econômica

Logotipo do(a) Estadão Estadão 13/08/2019 Lorenna Rodrigues
MP da Liberdade Econômica, editada pelo governo federal, propõe reformular aspectos da atividade empresarial para permitir crescimento econômico © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil MP da Liberdade Econômica, editada pelo governo federal, propõe reformular aspectos da atividade empresarial para permitir crescimento econômico

BRASÍLIA - Depois de reuniões entre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e outros parlamentares com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, e integrantes da equipe econômica, o relator da Medida Provisória da Liberdade Econômica retirou vários pontos do texto para tentar levar a nova versão à votação. Esta versão será apresentada em reunião com líderes da Câmara dos Deputados.

Veja pontos que foram mantidos e o que saiu da última versão da MP:

Mantidos no texto

- Autorização para trabalho aos domingos e feriados. Passa a ser obrigatório pelo menos uma folga no domingo a cada quatro semanas (era a cada sete semanas na versão anterior do texto). Ou seja, entre as folgas do trabalhar em quatro semanas, pelo menos uma delas tem que ser no domingo. Será possível trabalhar três domingos consecutivos.

- Previsão de que trabalho aos domingos será remunerado em dobro, salvo se empregador der folga compensatória.

- Permissão de registro de ponto por exceção à jornada regular, anotando apenas os horários que não coincidam com os regulares. Isso será feito mediante acordo individual ou coletivo.

- Ampliação de 10 para 20 do número mínimo de funcionários de uma empresa em que é obrigatório controle de jornada de trabalho.

- Emissão de Carteira de Trabalho preferencialmente em meio eletrônico.

- Extinção do e-social.

Saíram do texto

- Descanso obrigatório aos domingos apenas a cada sete semanas. Nesse caso, uma das folgas do trabalhador deveria ser aos domingos em sete semanas.

- Previsão de que contratos de quem receber mais de 30 salários mínimos sejam regidos pelo direito civil, e não pelas regras trabalhistas.

- Permissão de trabalhos aos sábados, domingos e feriados em caso de necessidade do agronegócio.

- Fim do adicional de periculosidade para motoboys. A proposta estabelecia o fim do adicional de periculosidade de 30% para motoboys, mototaxistas e quem usa motocicleta para o exercício da profissão.

- Previsão de que multas sejam aplicadas por fiscais do trabalho apenas após a segunda visita, sendo a primeira educativa.

- Definição de que decisões trabalhistas sejam definitivas em primeira instância ao esgotar prazos de recursos.

- Previsão de que a Comissão de Valores Mobiliários poderia reduzir exigências para facilitar o acesso de companhias de pequeno e médio porte no mercado de capitais.

- Autorização para emissão de receitas digitais para compra periódica de um mesmo medicamento.

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Vídeo: Maurício Macri lamenta recuos na economia (AFP)

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