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Defesa de Queiroz diz que dança foi ‘raro momento de descontração’

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 12/01/2019 Estadão Conteúdo
Fabrício Queiroz estava internado no hospital Albert Einstein para o tratamento de um câncer. Imagens viralizadas nas redes sociais foram gravadas pela filha do ex-assessor © SBT Fabrício Queiroz estava internado no hospital Albert Einstein para o tratamento de um câncer. Imagens viralizadas nas redes sociais foram gravadas pela filha do ex-assessor

Em nota divulgada neste sábado, 12, a defesa de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL), afirmou que o vídeo em que o motorista é visto dançando junto à família enquanto toma soro foi feito “no raro momento de descontração na visita deles no [hospital] Albert Einstein.”

O advogado de Queiroz, Paulo Klein, afirmou que “ele passaria por uma grande cirurgia nas horas seguintes, inclusive com risco de morte”, e destacou que as imagens teriam sido gravadas no dia 31 de dezembro à meia noite, quando se comemora o Ano Novo: “foi feito dentro do contexto humanamente compreensível, pois trata-se de uma data comemorada universalmente”, disse.

A gravação, feita por uma das filhas de Queiroz, viralizou nas redes sociais na manhã deste sábado. Sua autenticidade foi comprovada com pessoas próximas ao ex-assessor.

No vídeo, o antigo funcionário de Flávio Bolsonaro aparece dançando, em meio a gargalhadas, quando a filha diz: “Agora é vídeo, pai! Pega teu amigo, pega teu amigo!”. Ele rodopia em seguida, fazendo um sinal de positivo com as mãos.

Pessoas próximas a Queiroz avaliaram o vídeo como um desastre. Procurado, o ex-assessor não respondeu.

Queiroz apareceu em uma lista do Conselho de Acompanhamento e Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que indica movimentações bancárias atípicas. Segundo o órgão, Queiroz movimentou 1,2 milhão de reais entre janeiro de 2016 e de 2017 e recebeu depósitos de assessores de Flávio Bolsonaro.

Ausência em depoimentos

Depois de cair no crivo do Coaf, Queiroz faltou duas vezes a depoimentos marcados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, alegando motivos de saúde. Antes de Paulo Klein assumir a sua defesa no caso, Queiroz havia faltado a outros dos depoimentos também, alegando que não havia tido acesso aos autos da investigação.

No  26 de dezembro, Queiroz deu uma entrevista ao SBT, na qual relatou estar tratando um câncer no intestino. No dia 27 de dezembro, o MP-RJ informou que Queiroz passaria por uma “cirurgia urgente” e que ele apresentou “atestados que comprovam grave enfermidade”.

Na terça-feira, 8, Queiroz disse ao jornal O Estado de S. Paulo que “estava muito a fim de esclarecer tudo isso”, “mas não contava com essa doença”. “Nunca imaginei que tinha câncer”, disse. Ele afirmou que dará as explicações apenas ao MP “por respeito” ao órgão, mas não informou a data. Queiroz também afirmou que está sendo tratado como “o pior bandido do mundo”. Ele culpou a exposição do caso Coaf pelos problemas de saúde detectados recentemente.

“Após a exposição de minha família e minha, como eu fosse o pior bandido do mundo, fiquei muito mal de saúde e comecei a evacuar sangue. Fui até ao psiquiatra, pois vomitava muito e não conseguia dormir”, justificou.

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