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Eduardo defende discurso de Bolsonaro contra isolamento: 'Quem vai levar comida?'

Logotipo do(a) Estadão Estadão 2 dias atrás Camila Turtelli
O deputado Eduardo Bolsonaro © Gabriela Biló/Estadão O deputado Eduardo Bolsonaro

BRASÍLIA - O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, aproveitou a primeira sessão virtual da Câmara para, por videoconferência, defender o pronunciamento feito pai na terça-feira, 24, em que o chefe do Executivocriticou o isolamento social como forma de combater o avaço do coronavírus em cadeia de rádio e TV. “O que o presidente quis alertar no seu pronunciamento de ontem foi exatamente esse ponto. O ponto da alimentação, se todos nós ficarmos confinados por tempo indeterminado, qual será o caminhoneiro que vai levar essa comida para escola ou para as cidades. Esse que é o temor maior”, disse.

A Câmara votou na noite desta quarta-feiraprojeto que garante a entrega de merenda, mesmo sem aulas, durante o período de calamidade pública.

"Então, nós temos a certeza de que é impossível ficar confinado durante um longo período e isso vai de encontro ao que líderes mundiais estão falando. A OMS (Organização Mundial de Saúde) no dia 16 de março, seu presidente falou que o ideal é que você faça o diagnóstico e, que os casos suspeitos fiquem isolados da sociedade, mas não a sociedade inteira isolada dentro de suas casas, seus apartamentos”, disse.

A OMS e outras autoridades sanitárias recomendam ações de isolamento para todos como a única forma de evitar a disseminação da doença em estado de transmissão sustentada, ou seja, quando não se sabe a origem da contaminação. O discurso de Bolsonaro contra o isolamento contradiz não só a OMS, mas médicos e autoridades de todo o mundo.

O deputado ressaltou ainda que, para ele, não se trata de se separar e priorizar o que é vida e o que economia. “São coisas que convergem no final das contas”, disse.

Na mesma sessão virtual, o pronunciamento de Bolsonaro foi alvo de críticas de deputados.

Infectado com o coronavírus, o deputado Luis Tibé (Avante-MG) disse que o presidente não deveria minimizar os efeitos da doença. “O que estou passando enfrentando esse vírus é tudo menos uma gripezinha. Precisamos estar unidos contra o vírus e a fala do presidente é muito preocupante”, afirmou.

O deputado sugeriu que os prontuários de mortes discriminem se a causa foi exclusivamente o coronavírus ou alguma doença pré-existente. "Para que fique às informações as claras e possa nortear as politicas de saúde, não só federais bem como estaduais e municipais”, afirmou.

Mais cedo, 26 governadoresdecidiram que vão manter as medidas de restrição de circulação, independentemente do que falou o Presidente da República.

Polêmica com China

Além do coronavírus, Eduardo disse que não comentaria a polêmica que provocou com a China. "té porque eu estou prestes a ser demando no Conselho de Ética. Se isso se configurar, ai sim será o momento oportuno para eu falar dessa questão”, disse.

Na quarta-feira, 18, Eduardo publicou um tuíte em que acusou a China de ter escondido informações sobre o início da pandemia do coronavírus. O embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, respondeu as acusações de Eduardo e exigiu a retirada imediata das palavras do deputado e um pedido de desculpas ao povo chinês.

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