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Maia pede conciliação entre os poderes da República

Logotipo do(a) Correio Braziliense Correio Braziliense 26/03/2020 Luiz Calcagno
© Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, baixou o tom e voltou a pedir conciliação entre os poderes da República em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (26/3). O deputado destacou, porém, que a liderança do Executivo federal é fundamental no combate à crise na Saúde e na economia provocada pela pandemia de coronavírus. Maia disse que não descarta a possibilidade de um isolamento dos idosos, mas destacou que Jair Bolsonaro precisa mandar um projeto e levar em conta toda uma preparação que exige, no momento, o isolamento de toda a sociedade. 

O parlamentar Também afirmou que as pautas para garantir a renda dos mais vulneráveis, o salário dos trabalhadores e a saúde das micro, pequenas e médias empresas está atrasado, e que os deputados podem continuar buscando soluções, mas só o governo, com um pacote, pode dar o direcionamento correto e produzir os efeitos necessários para que o país passe pelo esgotamento do sistema de saúde, e pela paralisação da economia que, fatalmente, o Brasil passará nos próximos 60 dias. Na quarta (25), Maia foi mais incisivo e criticou o presidente por fazer afirmações no pronunciamento a respeito de isolamento exclusivo de idosos sem, no entanto, apresentar um projeto de lei ou uma solução para o problema. 

Maia começou a entrevista falando sobre o PL que prevê uma renda mensal para os trabalhadores informais. Os deputados chegaram a um valor de R$ 500. São R$ 300 a mais do que o previsto inicialmente pelo governo. “A nossa intenção é que a gente possa tratar de todos os segmentos da sociedade. Na área do emprego formal, do trabalhador, estamos atrasados no que precisa ser feito. Dos vulneráveis também. Temos que compreender que se precisamos garantir o isolamento das famílias, é preciso dar previsibilidade e renda para passar pelos próximos 30 dias e, a cada semana avaliar os impactos na saúde pública”, afirmou. 

“O que a gente tem entendido é que a proposta que o governo fez é pequena em relação ao que a população brasileira precisa. O governo ainda trabalha com a questão do impacto fiscal, que não é o mais importante. O mais importante é segregar as decisões para 2020, pois não serão permanentes, e a realidade de 2021 será outra. Temos que gerar as condições mínimas para o brasileiro se manter e obedecer às determinações da OMS e do Ministério da Saúde, que é o isolamento”, destacou.

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