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MP pede condenação de ex-assessor conhecido como ‘homem da mala de Temer’

Logotipo do(a) Poder360 Poder360 11/01/2019 Sabrina Freire
Ex-deputado federal Rocha Loures (esq.) era assessor de Temer. Ele vive em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar © Divulgação Ex-deputado federal Rocha Loures (esq.) era assessor de Temer. Ele vive em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar

O procurador da República no Distrito Federal, Carlos Henrique Martins Lima, pediu à 15ª Vara da Justiça Federal em Brasília a condenação de Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR), ex-deputado federal e ex-assessor especial do ex-presidente Michel Temer, no caso da mala.

Em 2017, Rocha Loures foi filmado pela PF (Polícia Federal) recebendo uma mala com R$ 500 mil do executivo da JBS Ricardo Saud, em uma pizzaria em São Paulo. Ele ficou conhecido como “o homem da mala de Temer” e se tornou réu no processo do caso, acusado de corrupção passiva.

No pedido de condenação (eis a íntegra), o procurador afirma que Rocha Loures “agiu com vontade livre e consciente” ao pegar o dinheiro, que se tratava de “vantagem indevida” para entregar  ao ex-presidente Michel Temer, que nega a acusação.

O documento foi anexado nas alegações finais do processo. Após as manifestações, Rocha Loures pode ser julgado.

O procurador diz ainda que o ex-assessor era o interlocutor de Temer para receber informações e demandas de Joesley Batista. Entre as demandas, no dia 16 e março de 2017, Joesley tratou com o Rocha Loures sobre o pedido de compra de gás da termoelétrica Âmbar Energia, de Cuiabá, que há 2 ou 3 anos a JBS tentava negociar com a Petrobras.

Por conta deste episódio da mala, Temer foi denunciado pela PGR (Procuradoria Geral da República) ao STF (Supremo Tribunal Federal), em junho de 2017, também por corrupção passiva. No entanto, a maioria dos deputados da Câmara rejeitou o prosseguimento da denúncia e o caso acabou engavetado até que ele concluísse o mandato presidencial.

Com a saída de Temer da Presidência e a perda do foro privilegiado, a denúncia contra o ex-presidente deve ser enviada para a 1ª Instância da Justiça Federal.

ENTENDA O CASO ROCHA LOURES

Rodrigo Rocha Loures foi preso em 3 junho de 2017, após revelações de empresários da JBS em acordo de delação premiada. Ele foi filmado saindo de uma pizzaria em São Paulo com R$ 500 mil em uma mala entregue por 1 executivo da JBS relacionado.

O MPF (Ministério Público Federal) sustenta que o montante é fruto de propina.

Em delação premiada, Ricardo Saud, que entregou a mala, disse que os R$ 500 mil eram para pagar Rocha Loures por intervir junto a organizações ligadas ao Estado. Ainda segundo Saud, representou parte de 1 montante que poderia atingir 1 patamar de R$ 38 milhões.

Em menos de 1 mês, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin determinou a soltura do ex-assessor. Fachin determinou medidas cautelares, como o uso da tornozeleira.

Em abril de 2018, a defesa de Rocha Loures pediu à Justiça Federal de Brasília, a absolvição do ex-deputado. No pedido, os advogados alegaram que ele não sabia do conteúdo da mala.

Já em 8 de novembro do ano passado, o juiz Jaime Travassos Sarinho, da 15ª Vara Federal de Brasília, atendeu a pedido da defesa e determinou a retirada da tornozeleira eletrônica de Rocha Loures.

Em 12 de novembro, o ex-assessor especial de Temer disse em depoimento que nunca abriu a mala recebida da JBS. Ao depor, Rocha Loures chegou a chorar e disse que entrou em pânico ao pegar a mala e por isso saiu correndo.

Assista a trechos do depoimento de Rocha Loures:

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