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'Não me afastarei', diz ministro do Turismo acusado em caso dos ‘laranjas’

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 6 dias atrás Da Redação
O ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio © SBT/Reprodução O ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio

Investigado pelo esquema de supostas candidaturas laranjas do PSL em Minas Gerais nas eleições de 2018, o ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio rechaçou qualquer hipótese de se afastar do governo por conta do caso. “A chance de me afastar não existe, é nula, pela convicção que eu tenho de que agimos dentro da legislação eleitoral”, disse o ministro em entrevista ao SBT exibida nesta quarta-feira 9.

Álvaro Antônio, ex-chefe do PSL em Minas Gerais, foi denunciado pela segunda vez pelo Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais nesta quarta-feira, por suposto uso de caixa dois nas eleições de 2018, após a apresentação de duas novas testemunhas.

Na última semana, ele já havia sido acusado pela Procuradoria e também indiciado pela Polícia Federal (PF) no inquérito da Operação Sufrágio Ostentação por falsidade ideológica, associação criminosa e apropriação indébita. De acordo com as investigações, o ministro, então candidato a deputado federal, articulou um esquema de lançamento de candidaturas femininas sem a intenção de elegê-las, apenas para acessar recursos do fundo eleitoral.

O ministro negou qualquer prática irregular durante as eleições. “Tenho convicção que tanto eu quanto o PSL agimos estritamente dentro da legislação eleitoral. As situações vão ser comprovadas ao longo do processo e do tempo”, declarou. Segundo ele, a primeira denunciante do caso, a candidata Cleuzenir Barbosa, foi procurada pelo partido e se negou a entregar as evidências de irregularidades.



“Eu fui o primeiro interessado em que tudo se esclarecesse, mas a senhora Cleuzenir [Barbosa] preferiru entregar o que tinha, que no entendimento dela são provas, à Folha de S. Paulo [primeiro veículo a noticiar o caso] e ao Ministério Público’, comentou Álvaro Antônio, que questionou a denúncia ter sido feita após sua indicação como ministro: “a informação que eu tenho, do partido, é que ela mudou de comportamento um dia após eu ser indicado como ministro. No dia seguinte ela apresentou um boletim de ocorrência, antes ela me elogiava nas redes sociais”.

Questionado se há diferença entre o seu caso e o do ex-ministro da Secretaria Geral, Gustavo Bebianno – demitido do governo quando também foi denunciado de envolvimento em casos de “laranjas” -, Álvaro Antônio afirmou que o presidente é um “homem justo” e que no caso de Bebianno o afastamento ocorreu por uma questão de “foro íntimo”. Na época, o então ministro foi chamado de “mentiroso” por Carlos Bolsonaro.

Ao longo de toda a entrevista, Marcelo Álvaro Antônio declarou diversas vezes estar “tranquilo” e disse que se reuniu com Jair Bolsonaro na última quarta-feira, mas que a conversa foi “100% centralizada na gestão do ministério do Turismo”, sem tocar no assunto das candidaturas laranjas. Ele ainda se colocou à disposição para depor sobre o caso. “Sou o maior interessado que tudo se esclareça o quanto antes”, afirmou.

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