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Como é uma cirurgia de correção de estrabismo?

Logotipo do(a) Mundo Estranho Mundo Estranho 11/01/2017 Mundo Estranho - Abril

É relativamente simples e envolve corrigir os músculos que fazem o olho “mirar errado”. Esse problema pode ter muitas origens diferentes. Em crianças, ainda não há um consenso dos médicos, mas uma das hipóteses é que seja consequência do mau desenvolvimento dos olhos e do cérebro. Em adultos, pode acontecer após um AVC ou um traumatismo craniano, e também como decorrência da diabetes e de miopia grave. Há alguns meses, o youtuber PC Siqueira passou por esse procedimento e contou para a gente como foi.

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FACA NÃO!

Em primeiro lugar, nem sempre é preciso recorrer à cirurgia. Os casos menos sérios podem ser tratados com o uso de óculos corretivos. Outra opção é aplicar um tampão no olho normal, para estimular o reposicionamento do outro (um processo que pode levar alguns meses). Dá até para tentar corrigir o estrabismo aplicando toxina botulínica (o famoso botox) no músculo ocular.

SEM SAÍDA

Quando nenhum outro tratamento funciona, a opção é uma cirurgia para encurtar ou alongar os músculos oculares. “É um procedimento para buscar a correção do desvio realinhando os olhos”, afirma a médica oftalmologista Cláudia Faria, que cuidou do youtuber PC Siqueira. Dependendo da seriedade do problema, pode ser necessário fazer uma intervenção em ambos os olhos.

ACORDADO OU DOPADO?

O paciente pode escolher se vai ser anestesia local (apenas na área do corpo onde será feita a intervenção) ou geral (que deixa a pessoa desacordada). PC Siqueira preferiu a local, que permitiu ajudar ativamente no processo. “Eu ficava levantando da maca e, a pedido da médica, olhava para um ponto específico, para fazer um ajuste fino dos eixos dos olhos”, explica.

A HORA H

A cirurgia é simples e dura cerca de uma hora. O primeiro passo é manter as pálpebras abertas com um instrumento de metal chamado lid speculum. São feitos cortes na região do globo onde se conectam os músculos extraoculares, que ajudam a fixar sua posição. É como se fosse uma corda colada na lateral de uma bola: se você puxá-la um pouquinho, a bola girará em seu eixo.

ESTICA E PUXA

Dependendo de onde o extra-ocular se liga ao olho, há dois tipos de cirurgia. Numa delas (Tipo 1, abaixo), o músculo é desconectado do ponto em que se liga ao olho e recolocado mais pra trás, deixando-o mais folgado e diminuindo sua tensão. Na outra (Tipo 2, mais abaixo), um pedacinho do músculo é cortado e a parte que sobra, mais curta, é colocada no ponto de fixação, ficando mais tensa e “puxando” o olho pro lugar certo.

TUDO ABERTO

Uma vez que o músculo foi encurtado ou mudou de posição, o cirurgião faz a emenda usando pontos que se dissolvem biologicamente com o tempo (portanto, não precisam ser retirados). No mesmo dia, o paciente volta para casa, com uma receita de analgésicos, para diminuir a dor na região. Mas ele já consegue enxergar. Tem apenas de usar uma proteção no olho por seis dias.

PACIÊNCIA…

Recomenda-se repousar por uma semana e evitar esportes de contato por mais sete dias. Durante algumas semanas, o ex-estrábico vai enxergar embaçado, porque o cérebro e os olhos ainda precisam se acostumar com o novo alinhamento. Em até seis semanas, os pontos se dissolvem – PC Siqueira diz que, até isso rolar, teve uma leve sensação de que havia “areia” no olho.

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Por que decidi fazer

PC Siqueira explica o impacto do procedimento

A DECISÃO

“As pessoas sempre me pressionavam para realizar a correção, mas eu achava que seria como se estivesse cedendo a uma pressão dos outros. Quando decidi fazer, foi de uma hora para outra. Pensei: ‘Tenho que optar pelo que é melhor para mim'”.

O PRECONCEITO

“O estrabismo causa problemas sociais: dificuldade para arranjar emprego, casar, fazer amigos. No meu caso, menos, por eu ser uma pessoa popular. Mas a zoação nunca acaba, porque as pessoas acham que não é um problema grave, então sentem liberdade para tirar uma da sua cara”.

A QUALIDADE DE VIDA

“A partir do momento em que fiz a cirurgia, acabaram totalmente as brincadeiras e piadinhas. Isso fez uma diferença tão grande na minha vida que me senti mais leve. Vivi a vida inteira com isso e percebi que deveria ter feito isso [a cirurgia] muito antes”.

CONSULTORIA Carla Faria, médica oftalmologista

FONTES Site do National Health Service, da Inglaterra, Strabismus.org e Drauzio Varella

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