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COVID-19: Lagoa Santa inaugura cinco novos leitos de CTI e comemora alta de idosa

Logotipo do(a) EM.com.br EM.com.br 15/09/2020 Nivia Machado - Especial para o EM
Após a pandemia do novo coronavírus, a estrutura permanecerá funcionando como CTI adulto © Foto: Divulgação/Prefeitura de Lagoa Santa Após a pandemia do novo coronavírus, a estrutura permanecerá funcionando como CTI adulto

A Santa Casa de Misericórdia/Hospital Lindouro Avelar, em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, passa a contar, a partir desta terça-feira, 15, com mais cinco novos leitos no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), totalizando 10. 

 

De acordo com a Secretaria de Saúde de Lagoa Santa, foram investidos R$ 2 milhões entre recursos da prefeitura e do Ministério da Saúde, para montar uma estrutura pioneira e única da região do Vetor Norte, credenciada para cuidar de pacientes em tratamento intensivo para a COVID-19.

 

O CTI da cidade é equipado com os 10 leitos, sendo um isolado, 10 monitores multiparâmetros, 10 respiradores pulmonares, essenciais para a manutenção da respiração em pacientes acometidos por deficiência respiratória grave, 10 camas fawler, 40 bombas de infusão, além de sistema exclusivo gerador de energia e rede elétrica gerenciada por IT médico.

 

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Gilson Urbano, a estrutura é destinada ao tratamento e à recuperação de pacientes com COVID-19 que necessitam de monitoração contínua.

“A estrutura é um avanço para a saúde de Lagoa Santa e será definitiva. A pandemia vai passar e o CTI permanecerá funcionando como CTI adulto”, afirma Urbano. Atualmente, dois leitos estão ocupados. Para cada 10 leitos são necessários um médico intensivista, um enfermeiro, um fisioterapeuta e cinco técnicos de enfermagem, a cada 12 horas de plantão.

 

Venceu a COVID-19

 

Após seis dias de internação no CTI e 17 no hospital, Mariza Rezende Ferreira, 66 anos, teve alta hospitalar nessa segunda-feira, 14. Segundo a filha da aposentada, Patrícia Rezende Ferreira, a mãe teve complicações rápidas nos pulmões e, por isso, teve que ser transferida para o CTI.

Para Patrícia, todos esses dias com a mãe internada causaram um imenso desgaste emocional. “Foi uma experiência terrível, ainda mais que se trata de um ente tão querido, que é uma mãe. Tive uma sensação de estar sozinha. Moro com ela e não poder ter visto minha mãe todos esses dias abalou muito o meu psicológico."

Mariza Rezende Ferreira comemora com a equipe de profissionais da saúde a vitória contra a Covid-19 © Foto: arquivo pessoal Mariza Rezende Ferreira comemora com a equipe de profissionais da saúde a vitória contra a Covid-19

Segundo Patrícia, a mãe não acreditava que existia COVID-19 e havia um exagero popular. “Infelizmente, ela pegou essa terrível doença e essa foi uma experiência para ficar para a vida toda.Todos os idosos e pessoas de risco têm que realmente se cuidar mais ainda. Mas até quem não está no grupo de risco tem que manter a higiene e o distanciamento social, pois pode ter a doença, não sentir os sintomas e transmitir para um ente querido. Hoje estamos comemorando, mas tivemos dias difíceis”, diz Patrícia.

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