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Estudo da USP usa planta para matar células infectadas com HIV

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 18/09/2017 Leticia Fuentes
Blog: Letra de Médico: Os antirretrovirais, como são chamados os remédios disponíveis atualmente para tratamento do HIV, não eliminam completamente o vírus do corpo, apenas impedem que ele se multiplique e infecte células novas © Getty Images Os antirretrovirais, como são chamados os remédios disponíveis atualmente para tratamento do HIV, não eliminam completamente o vírus do corpo, apenas impedem que ele se multiplique e infecte células novas

Sementes de uma planta trepadeira nativa do Brasil podem ser usadas para matar células infectadas com HIV, vírus causador da Aids. Essa é a descoberta de um novo estudo conduzido em laboratório por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Universidade de Louisiana, nos Estados Unidos. A planta (Abrus pulchellus) é tóxica se ingerida por animais e possui uma proteína que, quando ligada a um anticorpo que identifica células doentes, destrói as partes contaminadas pelo vírus, mesmo quando ele está “silenciado” por medicamentos.

Segundo o professor orientador do estudo, Francisco Eduardo Guimarães, docente do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, a puchelina (proteína extraída da planta) foi capaz de matar 90% das células com HIV, em laboratório, preservando as sadias. “Estamos desenvolvendo o que chamamos de uma imunoterapia. Ainda estamos no começo [das pesquisas], mas estamos tendo sucesso”, afirma o pesquisador em entrevista à Rádio USP.

Guimarães explica que a equipe já sabia das propriedades tóxicas da trepadeira, encontrada no Nordeste. O que eles perceberam é que, se pequenas doses da proteína da planta fossem associadas a um anticorpo que atua apenas nas células doentes, formando um complexo chamado imunotoxina, eles conseguiriam destruir as células infectadas mesmo se o paciente estivesse tomando medicamentos. Os antirretrovirais, como são chamados os remédios disponíveis atualmente para tratamento do HIV, não eliminam completamente o vírus do corpo, apenas impedem que ele se multiplique e infecte células novas.

HIV

De acordo com o Ministério da Saúde, 827.000 pessoas vivem com HIV no Brasil. No mundo, esse número chega a 36,7 milhões, segundo dados da Unaids, programa da ONU para combater o vírus. A instituição estimou que, em 2016, 1,8 milhão de novos casos foram identificados no mundo, sendo 160.000 deles em crianças menores de 15 anos.

A Aids, sigla em inglês para Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é uma doença que ataca o sistema imunológico do paciente e que surge em estados avançados da infecção pelo HIV. Conforme o vírus vai destruindo os glóbulos brancos, diminui a capacidade do corpo de se defender contra outras doenças que, normalmente, não trariam grandes riscos para a saúde. Em casos mais graves, essas infecções oportunistas, como são chamadas as enfermidades que se aproveitam da fraqueza do sistema imunológico, podem levar o paciente a óbito.

As principais formas de contágio pelo vírus HIV são por troca de sêmen, secreção vaginal ou sangue. Por isso, a infecção é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST) e pode ocorrer em casos de sexo desprotegido (sem camisinha) e em situações em que há troca desses fluidos. Também é possível adquirir o vírus ao compartilhar seringas e instrumentos perfurantes não esterilizados com uma pessoa infectada ou durante a amamentação, passando o HIV de mãe para filho por meio do leite.

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