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Família suspeita que morte de jovem tenha relação com anticoncepcional

Logotipo do(a) EM.com.br EM.com.br 14/05/2022 Magson Gomes - Portal Terra do Mandu

Layla Monteiro chegou a ficar 4 meses na UTI e se recuperava em casa, quando surgiram complicações © Arquivo Familiar Layla Monteiro chegou a ficar 4 meses na UTI e se recuperava em casa, quando surgiram complicações A jovem Layla Monteiro, de 19 anos, morreu nessa quarta-feira (11/5), em Inconfidentes, no Sul de Minas. Ela sofreu duas paradas cardíacas após ser diagnosticada com pneumonia. Porém, os problemas de saúde começaram em setembro do ano passado, quando Layla teve uma trombose venosa cerebral.   A mãe da moça disse ao Terra do Mandu que a suspeita dos médicos é que a trombose tenha sido provocada pelo uso de um tipo de anticoncepcional. Layla tomava o medicamento há cerca de quatro anos. Dayse Priscila Antunes Venâncio contou também que a filha não fazia uso de outro tipo de medicamento. Segundo a mãe, Layla se consultava no posto de saúde da cidade.   A jovem, formada em agrimensura e pretendia fazer engenharia civil, ficou quatro meses internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas de Pouso Alegre. Há três meses ela tinha voltado para casa e era cuidada pela família. Layla apresentava melhoras e, há menos de um mês, passou por prcedimento de retirada da traqueostomia e a sonda para se alimentar.

No entanto, na sexta-feira da semana passada (6/5), a moça foi diagnosticada com a pneumonia e sofreu as paradas cardíacas na quarta-feira dessa semana, não resistindo. A morte precoce deixou familiares e amigos muito abalados. O corpo de Layla foi sepultado ontem (12/5), no cemitério de Inconfidentes.

O que dizem os especialistas

A reportagem do Terra do Mandu conversou com especialistas sobre a possibilidade do medicamento desencadear uma trombose. A imunologista Alessandra Jacob afirma que sim, “pode ocorrer a trombose por uso de anticoncepcional, podendo levar a um AVC. E as sequelas, o fato da paciente ficar acamada, tem risco maior de pneumonias e morte infelizmente”, completa.   O ginecologista Benilson Eustáquio de Souza afirma que "existe, sim, esse risco em algumas pessoas que possam apresentar uma mutação genética, chamada de trombofilia".   O ginecologista ainda lembra que todos os anticoncepcionais trazem em suas bulas essa informação. “Tanto que o medicamento não deve ser prescrito para quem tem esse histórico familiar de trombose. Há casos da pessoa ter a trombofilia, mas desconhecem essa predisposição de desenvolver a trombose”.  Benilson Eustáquio explica ainda que os principais fatores de risco são obesidade, sedentarismo, tabagismo, varizes e o histórico familiar.   A mãe de Layla diz que a filha não possuía nenhum desses fatores de risco, que fosse do conhecimento deles. Dayse conta que, depois que começar a tomar o anticoncepcional, a filha passou a reclamar muito de dor de cabeça. ‘Acreditamos que seja o uso do anticoncepcional’, diz a mãe.

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