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Deixe o alimento ser teu remédio e remédio ser o teu alimento

Logotipo do(a) Plano de Saúde Plano de Saúde 16/03/2017 Planodesaude.net
Deixe o alimento ser teu remédio e remédio ser o teu alimento © Fornecido por QuinStreet, Inc. Deixe o alimento ser teu remédio e remédio ser o teu alimento

A frase de Hipócrates, pai da medicina, foi dita há mais de 2.380 anos.  Se os remédios e tratamentos modernos evoluíram, porque as pessoas estão tão doentes? 

Você já deve ter se perguntado essa questão. Cada vez mais há aqueles que se perguntam se a resposta já não estava na sabedoria grega de milênios atrás, que identificava nos alimentos a fonte da saúde e da cura. As doenças poderiam ser evitadas com atitudes simples. O uso dos remédios, depois que um problema de saúde se manifestou, é uma luta contra uma situação já instalada. O tempo, energia, dinheiro que são gastos em remédios e tratamentos poderiam ser economizados se fossem gastos na boa alimentação.

O mais estranho é que a tentativa de buscar uma cura natural nos alimentos ainda é chamada de “medicina alternativa”. A questão é que “alternativa” se refere a algo que não é aceito ou não é modelo vigente. O oposto de “medicina alternativa” é o que é chamado atualmente de medicina ortodoxa ou alopática, que determina o padrão adotado pela maioria.

É surpreendente que, por milênios, até o século dezenove, a medicina foi praticada exclusivamente de acordo com o médico grego Hipócrates, que viveu de 460 a 377 A.C., e foi o fundador da medicina natural. Portanto, na maior parte da história a medicina natural sempre foi o padrão de tratamento. Ele ensinou que o princípio fundamental da medicina deve ser o respeito às forças curativas da natureza, que habitam em cada organismo vivo.

Hipócrates considerava a doença como uma consequência natural, que forçava a pessoa a perceber os desequilíbrios da sua saúde. Ele confiava profundamente em uma boa alimentação e relacionava os sintomas de toda doença à má nutrição e maus hábitos na comida. Reforçava sempre “deixe que o alimento seja seu remédio e remédio seja seu alimento”, conselho que, até hoje, não perdeu a validade.

No ano de 1805, o medico alemão Friedrich Wilhelm Adam Sertürner descobriu a morfina, nome derivado de Morfeu, o deus do sono. A morfina é a substância isolada e cristalizada que é encontrada no ópio. Esse foi o primeiro momento e muito significante, na história farmacêutica, em que um potente ingrediente foi isolado.

Desde então, farmacêuticos e cientistas em todo o mundo, viraram as costas para os efeitos curativos naturais obtidos com a associação de vegetais combinados, preferindo se concentrar em encontrar um simples ingrediente mágico, escondido dentro de uma planta.

Desde esse sucesso inicial em isolar um ingrediente ativo surgiu a atual indústria farmacêutica e quimioterápica. Os cientistas passaram a considerar mais fácil trabalhar com substâncias químicas e seus efeitos colaterais foram ignorados ou subestimados. Com o seu poder financeiro, a indústria farmacêutica ganhou o controle sobre a medicina moderna. 

O uso de drogas no tratamento de doenças é ensinado nas universidades e médicos devem aderir a esta doutrina assim que começarem a clinicar. Entre muitos médicos, chega a ser considerado um crime quando alguém prescreve substâncias naturais como ervas ou vitaminas. Pela pressão que recebem, deixam de prescrever com receio de serem acusados de conduta antiprofissional ou por não conhecerem melhor seus efeitos.

Entretanto, nos últimos anos nós temos assistido um renascimento da medicina baseada nas plantas. Os cientistas estão descobrindo que não somente as ervas, mas também os alimentos contêm grupos de ingredientes que agem sinergéticamente para conseguir benefícios medicinais. Esses componentes são chamados de ingredientes secundários, porque antigamente se acreditava que eles não tinham muito valor. Sua ação, apesar de não ser bem explicada, é considerada importante.

Os ingredientes benéficos são, entre outros, os carotenoides, os flavonoides, os fenóis, os estrógenos e as enzimas inibidoras. Atualmente são chamados de fitoquímicos, ou seja, derivados de plantas.

Quase que diariamente ouvimos e lemos sobre os milagrosos benefícios desses fitoquímicos, encontrados em ervas e alimentos. Os pigmentos coloridos dos agentes agora são compreendidos em sua ação benéfica contra o tratamento do câncer, especialmente o licopeno, presente nos tomates e beterraba.

Agora nós podemos entender o que Hipócrates queria dizer quando proclamou: “Deixe teu alimento ser teu remédio…”

Propriedades medicinais da comida

propriedade medicinal do alimento foi relatada por inúmeras culturas em todo o mundo, ao longo da história. No entanto, na última década aconteceu uma explosão de pesquisas clínicas que demonstram os benefícios para a saúde que os alimentos oferecem, identificando os vários nutrientes e os fitoquímicos associados com esses benefícios.

Muitas frutas, vegetais e alimentos integrais não processados têm propriedades que podem beneficiar nossa saúde. Os estudos, na última década, levaram as pesquisas para além da importância nutricional em termos de proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais.  Componentes químicos nas plantas, chamados de fitoquímicos, foram o foco específico dos estudos, mostrando seus efeitos benéficos na prevenção do câncer, na redução do colesterol, na regulação dos hormônios, para mencionar só alguns.

Os alimentos campeões para a saúde

Aqui vão listados os dez alimentos com benefícios nutricionais que são conhecidos como “superalimentos”, destacados nas pesquisas sobre os efeitos para a saúde:

Mel

O mel tem sido reverenciados através dos tempos por suas propriedades curativas. Muitas pesquisas demonstraram seus efeitos anti-bactericidas e anti-virais. O mel também é utilizado por seu papel na saúde digestiva, bem como para a cura de ferimentos.

Amoras

Amoras (blueberries, nos Estados Unidos) estão entre as frutas com o mais alto nível de antioxidantes, que demonstraram podem para baixar o colesterol, reduzir o risco de diabetes, retardar o processo de envelhecimento, melhorar a habilidade motora, proteger a função urinária e melhorar a visão. Seu componente, a antocinanina, dá às amoras a sua cor e pode ser a responsável pelas sua capacidade antioxidante e anti-inflamatória.

Salmão

Como poucas calorias ou gordura saturada, rico em proteínas e ácidos graxos Omega-3, o salmão tem sido muito estudado nos últimos anos. As pesquisas demonstram seu grande poder anti-inflamatório e suas propriedades anticancerígenas. Sua capacidade em prevenir o diabetes, o Alzheimer, bem como seus benefícios cardiovasculares, fazem desse peixe um vencedor em todas as categorias. É importante achar o salmão selvagem, para evitar os elementos contaminantes dos que são criados em cativeiro.

Chá Verde

Muitos estudos têm reforçado a teoria de que há muitos benefícios em incluir o chá verde na vida diária. As pesquisas mostraram que ele tem propriedades que reduzem o risco de câncer, além de diminuir a incidência de infarto e doenças do coração. O chá verde tem um papel em reduzir diversos tipos de inflamações. Recentemente se descobriu que o chá verde pode prevenir o diabetes tipo dois e a osteoporose.

Brócolis

Repleto de vitaminas como a A, B-6, ácido fólico, vitamina K e minerais, como cálcio e potássio, o brócolis continua a ganhar reconhecimento como uma super estrela nutricional. O brócolis possui propriedades que combatem o câncer.

Nozes

Excepcionalmente ricas em ômega-3, para um coração saudável, as nozes são reconhecidamente eficazes para uma dieta que reduza o colesterol, com baixo teor de gordura saturada, sem aumentar a ingestão calórica. As nozes reduzem o risco de doenças do coração.

Condimentos e especiarias

Açafrão - tem efeito anti-infamatório e pode reduzir o risco de câncer, além de reduzir a progressão do Alzheimer

Canela - estudos mostram que pode ajudar a baixar o colesterol e estabilizar o açúcar no sangue.

Gengibre - favorece a saúde do aparelho digestivo, é anti-inflamatório e ajuda a prevenir o câncer.

Essas sãs as estrelas nutricionais da década, para que nos fazem lembrar de adicionar tempero aos nossos alimentos, além do simples sal e pimenta, o que vai aumentar o sabor tanto quanto beneficiar nossa saúde.

Romã

A romã é reconhecida há muito tempo como símbolo da fertilidade e da abundância. Nos tempos atuais, o foco mudou para seus notáveis efeitos benéficos sobre a saúde. Rica em antioxidantes, a romã mostrou em trabalhos científicos que ajuda a reduzir o risco de enfarte, baixa o colesterol e a pressão sanguínea e reduz o risco de muitos tipos de câncer.

Chocolate amargo ou dark

Recentemente uma pesquisa sobre o chocolate reduziu nossa culpa, demonstrando que ele pode realmente ser considerado um alimento saudável. Seus benefícios são sobre o sistema cardiovascular, além de favorecer o bom humor. Tem também propriedades que proteger contra o câncer. Além de tudo é delicioso.

Yogurte

O yogurt contém proteínas e vitaminas como as B-2 e B-12, minerais, como o cálcio e o magnésio. Os consumidores de yogurte também se beneficiam de seus probióticos, ou seja, as bactérias boas que existem no trato intestinal, aumentando a imunidade e beneficiando a digestão. As pesquisas mostraram que aumenta a saúde no sistema reprodutivo da mulher. As propriedades de redução do colesterol presentes no yogurte são muito promissoras, o que faz com que seu consumo seja recomendado para todos.

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