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Comer não é obrigação: faça da mesa um ambiente prazeroso para os seus filhos

Logotipo do(a) Amil Amil 12/09/2018 Amil Saúde
“O ambiente em que é feita a refeição também influencia, devendo ser calmo e harmonioso.” © Fornecido por Amil “O ambiente em que é feita a refeição também influencia, devendo ser calmo e harmonioso.”

A hora de comer pode se tornar um verdadeiro drama para os pais de crianças pequenas, que nem sempre estão dispostas a aceitar os horários, os costumes e os cardápios à mesa. Não raro, os adultos se frustram e acabam tornando a comida um dever ou até uma punição para os pequenos. Segundo a nutricionista Tania Abreu, não é por aí que você fará o seu filho se alimentar bem.

“Não se deve obrigar o filho a comer! Deve-se respeitar o apetite de cada um, que geralmente segue a taxa de crescimento e a necessidade de nutrientes”, salienta Tania, observando que é na infância que os hábitos alimentares são formados. É certo que a criança precisa entender a importância de uma alimentação adequada para crescer física e intelectualmente, mas os estímulos precisam tomar o paladar dos pequenos como aliados. 

“Todos os alimentos devem ser oferecidos à criança, mas sempre respeitando o paladar dela. Existem predisposições genéticas para se gostar ou não de determinados alimentos e diferenças em alguns gostos e sabores. Estudo demonstrou que crianças obesas distinguem menos alimentos que crianças com peso normal. Muitas vezes, ao mudar uma preparação com o mesmo alimento, a aceitação muda. Existe relação entre a frequência em que o alimento é oferecido e a sua aceitação. As preferências alimentares são modificadas com o crescimento, a maturação e os hormônios”, pondera Tania, que também aponta a alimentação dos pais como influência decisiva nas preferências das crianças. 

A nutricionista recomenda uma dieta variada, com legumes, verduras, frutas, carnes, cereais integrais e leguminosas, evitando-se os industrializados e alimentos com alta densidade energética e sem valor nutritivo, como refrigerantes e balas. “O ambiente em que é feito a refeição também influencia, devendo ser calmo e harmonioso”, acrescenta Tania.

A nutricionista Ana Paula Martins reforça a importância do exemplo: “Pode não parecer, mas os filhos a todo momento estão observando os pais. O simples fato de sentar à mesa com o seu filho e interagir com ele, sem a interferência de celulares e da televisão, já demonstra que se dá valor a este momento da refeição, e consequentemente o seu filho também dará. O hábito de comer na mesa com a família reunida é muito importante”, diz Ana Paula, alertando que os pais não podem fazer da alimentação uma moeda de troca, prometendo, por exemplo, sobremesa caso a criança coma salada.

“Uma outra questão é variar na apresentação dos pratos. Não podemos descartar um alimento achando que o seu filho não gosta e pronto. O ideal é apresentá-lo de outra forma. Se não gostou do brócolis na salada, por que não colocá-lo picadinho no arroz ou como recheio de uma torta salgada?”, sugere Ana Paula.

Outra dica é usar a criatividade e apresentar pratos com desenhos engraçados e coloridos, servidos em pratos e talheres menores. Quando a criança comer, não deixe de reconhecer e elogiar. Jamais critique o seu filho publicamente por ser “ruim de garfo”, o que terá o efeito prático de fazê-lo se identificar com essa descrição. Por fim, leve os pequenos para passear na feira: “Apresente diferentes frutas, de várias cores e formatos, e compre não apenas as que você gosta, mas as que despertam o interesse deles. Assim, a criança entra em contato com produtos variados e tem curiosidade de prová-los”, recomenda a nutricionista Aline Gamarra Taborda.

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