Você está usando um navegador antigo. Por favor, utilize versão suportada para ter acesso às melhores funções do MSN.

Óleo de coco ajuda no combate a cáries e infecções bucais

16/08/2014 Por Redação

Sem efeitos colaterais, o óleo pode inibir bactérias nocivas - Shutterstock

Dos milhares de tipos de bactérias existentes na boca, muitas são nocivas e podem desencadear diferentes doenças bucais. De acordo com pesquisadores do Instituo Athlone de Tecnologia em Dublin, na Irlanda, o óleo de coco, após modificado por enzimas, pode ser a nova alternativa para inibir o crescimento de bactérias nocivas, sem nenhum efeito colateral para o paciente.

Segundo o  Dr. Pedro Augusto Benatti, especialista em Periodontia e Ortodontia pela Universidade de São Paulo (USP), a descoberta mostrou as propriedades antibacterianas e de combate a leveduras claras do óleo de coco quando expostos a diferentes grupos de bactérias, as chamadas cepas. “Na verdade, o óleo de coco modificado por enzimas combateu todos os tipos de cepas bacterianas sem provocar quaisquer efeitos colaterais negativos, ou promover o desenvolvimento de bactérias “superresistentes” devido ao uso de antibióticos”, explica Benatti.

O especialista ainda destaca que o aumento da resistência de pacientes a antibióticos, devido ao uso constante, é a principal importância de se pensar em tratamentos alternativos para infecções microbianas. Um exemplo de bactéria nociva é o Streptococcus mutans, principal “responsável” pelo acúmulo de placa bacteriana, que pode levar a gengivite e cáries. De acordo com Benatti, a cárie afeta a saúde bucal de 60 a 90% de crianças e adultos nos países industrializados.

Os cientistas irlandeses acreditam que o óleo de coco modificado por enzimas possuem qualidades antimicrobianas viáveis comercialmente e podem auxiliar na melhora da saúde bucal de população. “A incorporação de óleo de coco modificado por enzimas em produtos de higiene dental seria uma alternativa interessante”, acredita Benatti. Para o especialista, no entanto, o produto só estará acessível para a população após novas pesquisas que avaliem a interação do óleo de coco com a bactéria Streptococcus a nível molecular.

image beaconimage beaconimage beacon