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A mordida cruzada não se corrige sozinha; saiba como tratar

16/08/2014 Por Redação

Dentre os hábitos que contribuem para a mordida cruzada, chupar o dedo é o pior - Shutterstock

Se o seu filho ainda não largou a chupeta, saiba que ele pode estar comprometendo a sua saúde bucal – e o fato também pode servir de incentivo para ele parar. Isso porque hábitos como chupar o dedo, morder a tampa da caneta e respirar pela boca, além do uso da chupeta, contribuem para a mordida cruzada surgir durante a fase de desenvolvimento ósseo e dentário.

O problema ocorre quando um ou mais dentes superiores acabam se acomodando atrás dos inferiores – o correto seria levemente à frente. Ou seja, os dentes realmente parecem “cruzados” ao se olhar o sorriso no espelho. Por isso, é facilmente notado pelos próprios pacientes que devem, por sua vez, procurar tratamento assim que o descobrirem.

“No dia em que aparecer, é preciso tratar. Não existe uma idade específica. Pode ser aos 5, aos 6 ou aos 10 anos, por exemplo”, afirma Marsha Ventura, professora do Centro de Pesquisas Odontológicas da São Leopoldo Mandic. Nesses casos, adiar a ida ao dentista é prejudicial. “A mordida cruzada nunca se corrige sozinha. Pelo contrário, só tende a piorar com o tempo”, adverte.

O cruzamento acontece pela inclinação incomum de dentes superiores ou inferiores. É assim que os hábitos de chupar bico e dedos, ou de morder lápis e canetas, podem afetar o sorriso. Quando a criança faz esses movimentos, acaba contraindo os músculos e assim empurrando os dentes. Professor da UFRGS especialista em Ortodontia, Carlos Alberto Mundstock conta que, dentre os hábitos citados, o pior é chupar o dedo, por criar uma espécie de “alavanca” aos dentes dianteiros (incisivos).

Os dentes de leite, ao caírem muito cedo ou ficarem tempo demais na boca, também podem inclinar os dentes. Quando caem cedo demais, podem favorecer a mobilidade dos dentes na boca. Se passarem da data de validade, podem ocupar o espaço destinado ao dente permanente, e este “desviar a rota” de crescimento.

Por fim, a má formação óssea dos suportes dentários podem acarretar a mordida cruzada, por fazer com que um dente se sobreponha a outro. Conforme Marsha, a respiração nasal é importante nesse aspecto, por estimular o crescimento ósseo correto da maxila.

Consequências e tratamento

Deficiência mastigatória, assimetria facial e até mesmo mordidas frequentes nas bochechas estão entre as consequências possíveis do cruzamento de dentes. O tratamento é feito basicamente por meio de aparelhos ortodônticos móveis ou fixos. Em casos mais complexos, que incluem problemas nos suportes ósseos, a solução pode aparecer somente com cirurgias.

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