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Ansiedade é principal causa do hábito de roer unhas

16/08/2014 Por Redação

O mau hábito de roer unhas é comum entre adolescentes, naturalmente bastante ansiosos - Shutterstock

Mesmo sem saber precisar números, a professora do curso de Odontopediatria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Mariane Cardoso afirma sem dúvida que diariamente atende crianças com problemas originados da onicofagia - o hábito de roer unhas. A ansiedade, natural especialmente para os mais jovens, é a causa primeira dessa mania. E o pior: roer unhas pode ser também causa em uma cadeia que pode levar a problemas odontológicos. O principal deles, segundo Mariane, é o desgaste dental, muitas vezes notado em uma assimetria dos dentes, já que ora a criança rói com um lado da arcada dentária ora com outro.

Ainda que se estime que 45% das crianças sejam portadoras desse costume - segundo a professora de Patologia Oral da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marcia Grillo Cabral -, a professora Mariane alerta que não adianta utilizar recursos práticos como esmaltes ou outras substâncias com sabores ruins para desestimular o hábito. Tais estratégias não conscientizam a criança ou o adolescente do verdadeiro problema. Segundo ela, quem rói a unha precisa antes entender que o hábito não é legal.

Psicólogos trabalham isso, por exemplo, mostrando em espelhos como os dentes das crianças estão ficando feios, ou então estimulando as meninas a pintar as unhas, para que se enxerguem bonitas daquela maneira. Nesses casos, o costume é abandonado conscientemente e não por um evento gosto ruim na boca.

Adultos não estão livres desse mau hábito e de problemas ainda mais graves. A professora Marcia adverte que, em situações extremas, a prática contínua do ato pode levar ao tensionamento da musculatura adjacente e a distúrbios da articulação têmporo-mandibular (ATM), a qual é responsável por viabilizar a abertura da mandíbula. Além disso, problemas oclusais também podem ocorrer, como mordida aberta anterior, e ainda há a possibilidade de infecções bacterianas devido ao ato de levar a mão à boca. Segundo Marcia, o tratamento da causa do hábito - normalmente psicológica - é essencial, podendo ser acompanhado pela utilização de esmaltes com gostos amargos.

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