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Aproveite a onda: largue o carro, chame os amigos e vá de bike

Logotipo de Nebacetin® Por Redação de Nebacetin® | Slide 1 de 11

Teresa d'Aprile e suas amigas do Saia na Noite: pedalar em grupo dá segurança e é mais divertido!

Desde 2013 a Prefeitura de Curitiba tem uma nova 'garota propaganda': Vó Gertrude, uma velhinha bem-humorada e enxuta, mas que sabe tudo de trânsito e orienta os cidadãos como se fossem seus ‘netos’ sobre as melhores e mais seguras práticas de andar pela cidade. Como não poderia deixar de ser, Vó Gertrude também anda de bike. Claro, toda equipada, com capacete, campainha, retrovisor e refletores.

A campanha está em sintonia com o boom de ciclovias que estão sendo construídas em várias cidades do Brasil, atendendo à demanda crescente de gente de todas as idades que vem trocando o carro pelas bicicletas. E nem é só para passear. Andar de bike é divertido, mas também pode ser uma excelente alternativa de transporte para quem não mora tão longe assim do trabalho. E, para quem está buscando aventuras, pedalar é uma forma diferente de fazer turismo saudável e consciente.

Apesar de ser bom para o meio ambiente e para a saúde, quem tem mais de 50 precisa tomar algumas precauções antes de começar a praticar.Alguns conselhos fundamentais de segurança para quem quer se lançar por aí de bicicleta William Cruz, biker desde 2000 e criador do site Vá de Bike, comenta que sua mãe, com 72 anos anda de bicicleta nas ruas de São Paulo! Para ele, pedalar não tem idade, mas dá alguns conselhos para quem tem mais de 50 e está começando: “busque um selim confortável, mantenha a postura o mais ereta possível na bicicleta para não doer braços e costas e não deixe o selim muito baixo para não forçar a articulação do joelho. Se a subida é forte, você não precisa enfrentá-la: desça e empurre a bike, parando para descansar. Conhecer seus limites e respeitá-los é fundamental”.

Além disso, não se esqueça das regras básicas de segurança (no site Vá de Bike você encontra mais informações):

·Instale luz: branca na frente e vermelha atrás, sempre piscante;

·Não ande na contra mão: os motoristas de outros veículos e os pedestres estão treinados para olhar apenas o lado indicado como sendo de fluxo de carros;

·Use luvas e capacete: são importantes, mesmo sem serem obrigatórios;

·Fique longe das portas dos carros e ande sempre pela direita;

·Sinalize todos os seus movimentos e não fure o sinal;

·Nunca ande na calçada e nem no corredor de ônibus .

E para não ter que voltar prá casa antes da hora:

·Sempre use roupas leves e adequadas: suor excessivo faz você perder muita água do organismo, mantenha-se bem hidratado;

·Faça uma refeição leve antes de sair: inclua frutas! Elas ajudam na hidratação e o açúcar natural dá uma energia extra;

·Se possível, prefira os horários de menos calor: pedalar nas horas mais frescas do dia, pela manhã, antes das 8h ou no final de tarde e durante a noite, é mais agradável e cansa menos. Durante o dia, lembre-se de utilizar protetor solar!

·Evite ir sozinho: além de deixar o passeio mais animado, pedalar com um grupo de amigos ou com a família pode garantir sua segurança e auxílio quando necessário.

Muitas capitais têm grupos que se reúnem para pedalar. Em geral são organizados espontaneamente e reúnem pessoas com interesses em comum. A jornalista e cicloativista pioneira, Renata Falzoni, por exemplo, tem 60 anos e é uma das fundadoras do Night Bikers Club, que desde 1989 reúne pessoas que gostam de andar de bike para pedaladas noturnas em São Paulo. Uma boa ideia é montar seu próprio grupo e criar uma rotina de passeios coletivos! Foi o que aconteceu com Teresa D’Aprile, de 66 anos, idealizadora do Saia Na Noite, grupo de mulheres ciclistas que se reúnem há 22 anos para pedaladas em São Paulo. “Na época”, conta Teresa “minhas amigas tinham vergonha de sair por aí andando de bike, por isso decidimos fazer o grupo e só sair à noite”. Além de sair em grupos, Teresa sugere que os mais de 50 caprichem no preparo físico. “É claro, são passeios! Às vezes a gente diz que vai pedalar 20km, mas pedala só 13km e para pra tomar um sorvete e conversar”, ela conta.

Pedale com cuidado extra: para evitar quedas e fraturas e não ter que ficar de molho na cama depois! Cuidado: bicicletas são veículos e estão sujeitas às leis de trânsito O Código de Trânsito Brasileiro não regula apenas a vida dos motoristas de carros, caminhões, ônibus e motos. As bikes também estão no por lá! E, segundo o código, bicicleta também é veículo; A regra fundamental é: pedestres têm prioridade sobre ciclistas e ciclistas têm prioridade sobre outros veículos.

Ciclovia ou ciclofaixa? As diferenças para você, que está começando, não cometer nenhuma gafe Ciclovia e ciclofaixa são coisas diferentes. A ciclofaixa, como o nome já diz, é uma faixa, sem isolamento físico, destinada à circulação de bicicletas. É uma parte da pista “comum”, separada dos carros pela sinalização. A ciclovia é uma pista construída expressamente para o uso de bicicletas, em geral é totalmente separada da via de circulação de outros veículos por grades ou muretas. Em alguns lugares você pode também encontrar placas indicando ‘ciclorrotas’. Não espere vias especiais para bikes nesse caso. A ciclorrota é apenas uma sugestão de caminho para quem está de bicicleta. Pode incluir tanto ruas e avenidas sem nenhuma separação para ciclistas quanto trechos de ciclovias ou de ciclofaixas. Quer mudar de estilo e conhecer o Brasil de bicicleta? Não precisa ser um grande aventureiro para descobrir paisagens lindas ou curtir a natureza em belos parques. Confira nossas sugestões na galeria de fotos

© Divulgação Blog Saia na Noite
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