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Aulas de força são mais indicadas para quem tem hipertensão

Logotipo do(a) Sua Dieta Sua Dieta 17/07/2014 Sua Dieta
Photo: Aulas de força são mais indicadas para quem tem hipertensão © Kadmy - Fotolia.com Aulas de força são mais indicadas para quem tem hipertensão

Aulas de força são mais indicadas para quem tem hipertensão

Uma ótima notícia para quem sofre de pressão alta: aulas de força, como a musculação, podem controlar o distúrbio e, até, reduzir o problema. De acordo com uma pesquisa da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, portadores de hipertensão que realizam treinamento de força (musculação) conseguem reduzir a pressão arterial a níveis semelhantes aos obtidos por meio de medicamentos.

O estudo comprova que o treino de força é seguro para os hipertensos, desde que com acompanhamento médico e de profissionais de atividade física. O trabalho também mostrou que a redução da pressão permanece por até quatro semanas após a interrupção do treinamento.

Participaram do estudo 15 homens com hipertensão moderada, que utilizavam medicação, com média de idade em torno de 46 anos. Durante seis semanas antes do início do treinamento, com supervisão médica, os medicamentos foram gradativamente retirados.

"Os pacientes eram examinados periodicamente e não tinham nenhuma outra doença crônica, como diabetes", aponta Reury Bacurau, professor do curso de Ciências da Atividade Física da EACH, que participou da pesquisa. Os exercícios foram realizados durante 12 semanas, trabalhando sete grupos musculares (abdômen, pernas, parte interna e externa das coxas, ombros, bíceps e tríceps) três vezes por semana, em dias não consecutivos.

"Apesar de o treino ser o mesmo voltado para iniciantes, os participantes realizavam musculação convencional, ou seja, três séries em cada aparelho com carga moderada, e não em circuito, mudando de aparelho a cada série, com carga baixa", ressalta Bacurau.

Com o treinamento, a média de pressão dos pacientes, que era de 153 milímetros (sistólica, associada ao bombeamento de sangue pelo coração) e 96 milímetros (diastólica), caiu para 137 milímetros (sistólica) e 84 milímetros (diastólica). "A redução está no mesmo patamar que é obtido com a medicação", destaca o professor.

De acordo com Bacurau, esperava-se uma redução média da pressão em torno de 5 milímetros, o que já seria considerado um resultado satisfatório. "No entanto, esse índice foi de aproximadamente 13 milímetros, o que comprova o efeito positivo do treinamento de força", observa.

Depois do final do período de treino, os pacientes foram acompanhados durante quatro semanas. "Verificou-se que eles mantinham o mesmo efeito de queda da pressão registrado durante o tempo de realização dos exercícios", afirma o professor da EACH.

 "Este resultado é importante, porque serve como estímulo ao hipertenso a continuar com a musculação, ajustando o treinamento às suas necessidades de vida".

A pesquisa também mostrou que os participantes tiveram aumento da força física e da flexibilidade. "Há uma tendência de que a pressão aumente conforme a idade, numa fase em que as pessoas tem mais dificuldade para se movimentar e menos força para executar até tarefas simples", afirma Bacurau. "Antes se acreditava que a musculação poderia ser perigosa para os hipertensos pelo risco de problemas cardíacos, mas hoje as pesquisas mostram seu potencial na redução de problemas cardiovasculares".

O professor recomenda que as pessoas interessadas em fazer treinamento de força procurem orientação de médicos e profissionais de atividade física. "O ideal é fazer mais de um tipo de exercício, realizando também atividades aeróbias, que já tem efeito comprovado no controle da pressão arterial, além de outros benefícios", conclui.

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