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Azia e antiácidos: os efeitos colaterais dos bloqueadores de ácido

Logotipo do(a) Sua Dieta Sua Dieta 17/07/2014 Sua Dieta
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Azia e antiácidos: os efeitos colaterais dos bloqueadores de ácido

Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association analisou dados de cerca de 26.000 pacientes na Califórnia que foram diagnosticados com deficiência de vitamina B12. Os pesquisadores queriam saber se os medicamentos bloqueadores de ácido estomacal estavam associados com os baixos níveis de vitamina B12. A resposta foi "sim". Os pacientes que tomam bloqueadores ácidos mais eficientes, por dois anos ou mais, apresentaram um aumento de 65% no risco de se tornarem deficientes de vitamina B12. 

A vitamina B12, também chamada de cobalamina, é encontrada em ovos, carnes, aves e peixes. "É uma vitamina de alta manutenção e se não receber atenção especial, ela poderá ter dificuldade em ser absorvida pelo corpo", explica o gastroenterologista Silvio Gabor.

A vitamina B12 trabalha em conjunto com outra vitamina, o ácido fólico, para ajudar a sintetizar o DNA (dentre outras coisas). Uma pessoa com deficiência de B12 terá dificuldade para produzir glóbulos vermelhos suficientes, o que a deixará anêmica. Essa anemia é denominada de anemia megaloblástica, porque as células vermelhas do sangue que são produzidas são muito grandes. A anemia irá deixar a pessoa fraca e minar sua energia. "Mas, baixos níveis de vitamina B12 também pode causar disfunção dos nervos, levando a sintomas como dormência, zumbindo, andar cambaleante, pensamentos confusos e até mesmo demência", observa o médico.

Os antiácidos estomacais são a terceira categoria dentre as drogas mais vendidas nos Estados Unidos, responsáveis por mais de 113 milhões de prescrições por ano com vendas de quase US $ 14 bilhões. O artigo aponta que, apesar destas drogas parecerem medicamentos seguros, no curto prazo, os pacientes, muitas vezes, estendem o tratamento por longos períodos, por conta própria. Estudos descobriram que em 50-70% dos casos, os antiácidos são utilizados para fins não aprovados ou em situações em que as medidas não farmacológicas podem fazer mais efeito.

"É preciso compreender que neutralizar a acidez do estômago não é algo assim tão simples, sem consequências. A acidez estomacal não é um erro da natureza. Na verdade, ela é ?um caldeirão da morte? para os alimentos contaminados com bactérias que rotineiramente ingerimos antes de termos acesso ao saneamento básico", observa o médico.

Apesar da popularidade do IBPs, uma pesquisa da Associação Americana de Gastroenterologia com 1.000 indivíduos que tomam estes medicamentos para tratar a azia crônica grave (ou doença do refluxo gastroesofágico - DRGE) descobriu que mais de 55% dos inquiridos continuam sentindo os sintomas de azia que perturbam significativamente sua diária vida.

"Os medicamentos antiácidos trouxeram alívio para a azia e cicatrização da úlcera para milhões de pessoas, mas mudar a acidez do estômago pode abrir portas para outros graves problemas médicos. É preciso pesar prós e contras", alerta o gastroenterologista.

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