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Candidíase: alimentação adequada ajuda na prevenção da doença

Logotipo do(a) Sua Dieta Sua Dieta 10/04/2014 Sua Dieta
Photo: Candidíase: alimentação adequada ajuda na prevenção da doença © Laurent Hamels - Fotolia.com Candidíase: alimentação adequada ajuda na prevenção da doença

Quem nunca teve um problema, diagnosticou rapidamente e, por mais que tenha cuidado direitinho e seguido todas as orientações médicas, ele acabou voltando? O que é pior, desta vez, você já não sabe mais o que fazer, a não ser continuar cuidando "obsessivamente" de sua higiene íntima para ninguém perceber. Mas, será que esta é a única saída?

Em primeiro lugar, você deve saber que vírus e fungos propagam-se facilmente através da atividade sexual. Atualmente, são diagnosticados milhares de novos casos de doenças sexualmente transmissíveis (DST), incluindo a AIDS, infecções por Clamídias, Cândida Albicans, ou candidíase, Trichomonas e por vírus do papiloma humano. Muitas pessoas sofrem de DSTs crônicas como Herpes, que exigem uma atenção constante por parte do sistema imunológico, para impedir surtos.

As mulheres são, sim, mais vulneráveis a estes problemas e suas respectivas complicações, como infecções, infertilidade, problemas na gravidez e até câncer. Tudo porque sua anatomia interna facilita o desenvolvimento dos micróbios. No caso específico da Cândida Albicans, a gravidade está na falta de um diagnóstico correto.

 Uma série de sintomas pode ser consequência da candidíase crônica - alergias, dores abdominais, gazes, irregularidade menstrual, garganta seca, enxaqueca, infecção urinária, queda de cabelo, depressão, irritabilidade exagerada a produtos químicos, falta de energia, mal-estar, fadiga crônica e perda da libido.

A candidíase é muito mais fácil de tratar logo no começo. Quando o fungo entra na corrente sanguínea e se espalha, a erradicação fica cada vez mais difícil. Mas, afinal, o que é e como ela se instala no organismo? A candidíase é uma infecção na região genital, provocada pelo fundo Cândida Albicans, responsável por 72% das infecções genitais. Geralmente, se manifesta quando há uma queda no sistema imunológico, já que os fungos causadores da doença vivem na vagina de, aproximadamente, 20% das mulheres, além de estarem presentes na atmosfera.

Não é uma doença de transmissão exclusivamente sexual, embora muita gente ainda pense assim. Existem, também, outros fatores vulneráveis à infecção: Diabetes Mellitus, gravidez, anticoncepcionais orais, antibióticos e anti-inflamatórios, medicamentos imunossupressores (que diminuem as defesas imunitárias), obesidade, ingestão excessiva de carboidratos, roupas muito justas e/ ou sintéticas e uso de absorventes diários.

Os sintomas mais frequentes nas mulheres são o corrimento espesso - tipo nata de leite -, geralmente acompanhado de coceira e irritação intensa da vagina e vulva, que podem piorar na época da menstruação e com a relação sexual. Esses sintomas ainda podem vir acompanhados de vermelhidão, inchaço e, eventualmente, pequenas bolhas na região genital. Numa mulher grávida a transmissão da candidíase pode atingir o bebê, durante o parto.

A primeira providência para prevenir a doença é, sem dúvida, seguir uma alimentação diária, de acordo com seu tipo específico de sangue. Segundo Dra. Emília Pinheiro, terapeuta ortomolecular e especialista na "dieta do tipo sanguíneo", é importante a diminuição dos alimentos que formam gazes, já que estes matam as bactérias úteis, fazendo com que os micro-organismos nocivos fiquem em superioridade, favorecendo infecções de todo o tipo.

"Leite e alimentos formadores de gazes só devem ser consumidos pela manhã, já que o organismo precisa de movimento para eliminá-los e, assim, o intestino terá bastante tempo, ao longo do dia, para isso. Na hora do almoço, deve-se dar preferência a vegetais e carnes. À noite, as melhores opções são as sopas. Frutas não devem ser consumidas neste horário, porque também fermentam", explica.

A especialista sugere que a roupa íntima seja 100% de algodão e que as saias e vestidos sejam usados com mais frequência, ao invés de calças compridas. "Calcinhas de Lycra, calças compridas apertadas e uso de absorventes diários abafam o aparelho genital, gerando umidade e calor, condições ideais para a proliferação de micro-organismos. E, sempre que a umidade natural incomodar, a opção é trocar imediatamente de calcinha, relata.

Em mulheres vítimas contumazes da candidíase, apenas essas mudanças de hábitos podem não ser suficientes para prevenir a doença. O uso de lactobacilos é importante por estimularem o aumento dos ácidos lático e acético e de algumas enzimas digestivas, o que estimula a produção de antibióticos naturais, que previnem inflamações ginecológicas.

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