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Colonoscopia: medo do exame é infundado

Logotipo do(a) Sua Dieta Sua Dieta 17/07/2014 Sua Dieta
© Kurhan - Fotolia.com

Colonoscopia: medo do exame é infundado

Adiar a data da primeira colonoscopia é muito comum. Aos 50 anos, segundo os padrões médicos, essa avaliação deve ser feita periodicamente. A verdade é que os que adiam o exame sofrem de um pavor infundado do procedimento e da preparação.

É importante conhecer alguns fatos que podem auxiliar o paciente a assimilar a importância do exame: a Sociedade Americana de Câncer estima que, anualmente, cerca de 141.000 americanos serão diagnosticados com câncer colorretal e cerca de 35% dessas pessoas morrerão devido à doença. Ele é o terceiro câncer mais comumente diagnosticado e a terceira principal causa de mortes por câncer nos Estados Unidos. 
No Brasil, segundo dados do INCA, Instituto Nacional do Câncer, a estimativa de incidência de câncer para o ano de 2014, que será válida também para o ano de 2015, aponta para a ocorrência de aproximadamente 576 mil casos novos de câncer. Em homens, os tipos mais incidentes serão os cânceres de próstata, pulmão, cólon e reto, estômago e cavidade oral; e, nas mulheres, os de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e glândula tireoide.

"O câncer colorretal abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. É tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente, quando ainda não é profundo ou não se espalhou para outros órgãos. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores seria a detecção e a remoção dos pólipos antes de eles se tornarem malignos. Esses tumores podem ser detectados precocemente através de dois exames: pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia. Pessoas com mais de 50 anos devem se submeter anualmente à pesquisa de sangue oculto nas fezes. Caso o resultado seja positivo, é indicada a colonoscopia", recomenda o gastroenterologista Silvio Gabor, professor assistente de Cirurgia Geral e do Trauma da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA).

Segundo Gabor, "a colonoscopia permite a visualização do canal anal e dos cólons. O exame é realizado com sedação em clínicas, laboratórios ou ambulatórios especializados, raramente requer internação hospitalar. O paciente pode voltar às suas atividades habituais após algum tempo de repouso. O exame requer preparo de cólon (limpeza do interior do intestino grosso, retirando-se todo o conteúdo para permitir adequada visualização da sua mucosa). Esse preparo é feito com medicamentos tomados oralmente, próprios para essa limpeza e/ou lavagens intestinais", afirma o médico.

Por que o medo?

É comum os pacientes ouvirem "histórias de terror", contadas por outros pacientes, sobre a preparação da colonoscopia, que envolvem a ingestão de laxantes e de noites sem dormir no banheiro.

"No entanto, as recomendações para a preparação do exame são simples e fáceis de serem seguidas. O preparo para o exame compreende a adoção de uma dieta líquida e o uso de laxantes. Na antevéspera da colonoscopia também é adotada uma dieta com restrição da quantidade de fibras, para reduzir o conteúdo de resíduos no intestino. Antes de fazer a colonoscopia, o médico pode pedir a interrupção de alguns medicamentos durante dois ou três dias, principalmente suplementos de fibras e medicamentos que contenham ferro. Outros medicamentos, como anti-inflamatórios, anticoagulantes e insulina devem ser discutidos, caso a caso, com o médico, que irá avaliar se devem ser interrompidos", informa o gastroenterologista.

Após o intestino estar totalmente limpo, no dia do exame, é aplicada a sedação com o paciente deitado de lado, com os joelhos dobrados e encostados na sua barriga. Quando a sedação fizer efeito, o colonoscopista (que é médico) iniciará o exame, utilizando um colonoscópio.

"O colonoscópio é uma haste flexível da espessura de um centímetro. Ele tem uma câmera na sua extremidade, que capta a imagem e transmite para um monitor de televisão, assim como uma fonte de luz para iluminar tudo. O médico irá inserir o colonoscópio que permitirá uma visualização da parte interna do intestino grosso", explica Silvio Gabor.

De acordo com Silvio Gabor, além de ser um exame diagnóstico, a colonoscopia também pode ser usada como procedimento terapêutico para:

- Retirada de pólipos (polipectomias): com ajuda de uma alça na ponta do colonoscópio, o médico laça a base do pólipo e emite uma pequena corrente elétrica pela alça, em toda a volta do pólipo;
- Colocação de próteses no intestino;
- Remoção de corpos estranhos (moedas engolidas por crianças, por exemplo);
- Tratamento de lesões sangrantes.

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