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Como ter uma lancheira saudável

29/06/2014 PATRICIA GATTONE

Trocar lanches ajuda na interação, mas não pode virar hábito Foto: Thinkstock

Por Patrícia Gattone

Quando os pequenos estão em casa, oferecer pratos de comida e lanches saudáveis não é tão difícil assim, já que eles estão sob o olhar atento dos pais. No entanto, quando voltam às aulas, a rotina muda e a alimentação também. Nessa hora é preciso atenção ao selecionar os alimentos que o seu filho vai levar para a escola. 

Acredite, o visual faz toda a diferença. É o que diz Denise Brasileiro, nutricionista infantil da clínica Mon Petit. "O alimento tem um valor afetivo muito grande. Quando os lanches são preparados em casa, a criança sente o carinho materno e paterno. É muito lindo e emocionante ver o rostinho de uma criança ao abrir uma lancheira e ver o bolinho envolto no guardanapo de casa", afirma.

Para se ter uma ideia dessa importância, Karine Durães, também nutricionista especializada em pediatria, explica que o capricho no visual e o sabor são essenciais. Segundo ela, o lanche precisa estar arrumado, a fruta fresca e o suco em temperatura ideal. "Montar uma lancheira um pouco mais decorada, ao estilo 'bentô' dos orientais é um ótimo estímulo para o consumo", orienta a profissional.

Veja na próxima página o que não pode faltar na lancheira

O que não pode faltar na lancheira?

Não deixe de colocar no lanchinho da criança alimentos vegetais ricos em vitaminas e minerais. A nutricionista Karine Durães explica que a oferta desses alimentos nos lanches garante o consumo adequado dos nutrientes necessários para o dia todo. "O vegetal não precisa só ser servido in natura. Pode estar em uma receita de bolo - cenoura, banana ou maçã -, acompanhado de um iogurte, no recheio de sanduíches como nos patês com vegetais etc".

Portanto, a lancheira escolar pode ser pensada sempre da seguinte maneira:

  • Uma opção de frutas, um produto lácteo, um carboidrato e fibras.

Sendo eles:

  • Grupo de frutas: sucos naturais, saladas de frutas, geleias naturais e frutas picadas.
  • Grupo de carboidrato: pães variados, biscoitos sem recheio e de preferência integrais, pão de queijo, bolos de frutas ou legumes (cenoura, maçã, aveia, banana).
  • Grupo dos produtos lácteos: leites, iogurtes, requeijão cremoso, queijos em pedaços etc.

Evite negociar as guloseimas com os pequenos!

As especialistas orientam que só não pode deixar que esses alimentos entrem "como prêmio", mas, sim, como algo diferente para aquele dia. A lancheira precisa ser montada tendo como referência algo que faz parte de uma dieta saudável para o dia todo. Se quiser enviar um chocolate para a criança, o restante do dia alimentar dele precisa ser adequado nutricionalmente, de uma forma que o chocolate caiba naquelas refeições.

"Negociar com a criança o consumo de um alimento (no caso, possivelmente, um alimento que os pais acham saudável) com a entrega de uma guloseima é dar um recado à criança de que o alimento saudável é tão ruim que merece um 'prêmio' pelo consumo", orienta Denise.

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Pode trocar o lanche com os amigos?

Capriche na composição da lancheira. É isso o que Karine recomenda. "Por exemplo, não mande a fruta amassada, já envie cortada. O interesse é mútuo, as outras crianças também podem se interessar pelo lanche que seu filho leva e o visual é um importante quesito', ensina. Mas se seu filho constantemente trocar o lanche, pergunte qual o lanche do amiguinho que ele gosta. Acrescente essa opção às suas opções, mas mantenha uma alimentação, no geral, equilibrada.

A nutricionista Denise reforça que a troca de lanches entre os amigos pode ser positiva, pois a criança começa a socializar. "Por isso, quando a mãe envia lanches saudáveis essa troca fica mais importante ainda porque as crianças entre 4 e 10 anos imitam muito os colegas em relação a aceitação dos alimentos", afirma.

Para Sônia Regina Neri, coordenadora do Colégio São João Batista, localizado na zona norte de São Paulo, trocar o lanche com os amigos é importante. Mas ela alerta: "Se isso se tornar um hábito será prejudicial. A troca eventual é importante como ponto de interação social", afirma.

Além disso, Sônia explica que até os cinco anos os pequenos, normalmente, fazem o lanche acompanhados da professora. E aí começa a importância do contato constante com a escola. "É fundamental que haja uma forte relação entre pai e professor, pois com isso os pedagogos podem ajudar os pais e seguir a orientação alimentar que é dada em casa", reforça.

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Levando em conta as dicas da matéria, confira algumas sugestões elaboradas pelos especialistas para montar uma lancheira saudável:

Crianças entre 4 e 6 anos:

  • Opção 1: Iogurte de beber, três biscoitos de aveia e um cachinho de uva
  • Opção 2: Água de coco e um pedaço de bolo integral de cenoura

Crianças entre 6 e 8 anos:

  • Opção 1: Milho 'debulhado' e iogurte de beber
  • Opção 2: Minipão de leite com recheio de pasta de queijo, suco integral de laranja e uma pêra pequena

Crianças entre 8 e 10 anos:

  • Opção 1: Um pacote de fruta liofilizada - processo completo de desidratação -, uma água de coco e três biscoitos salgados integrais
  • Opção 2: Iogurte, granola e fruta seca  (para misturar em um potinho)

SERVIÇO:

Colégio São João Batista - http://www.colegiosaojoaobatista.com.br/

Clínica Mon Petit - www.clinicamonpetit.com.br

Karine Durães - www.nutricionistainfantil.blogspot.com

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