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Conheça novos materiais e técnicas para implantes dentários

16/08/2014 Por Redação

Procedimentos e equipamentos mais modernos facilitam os implantes - Shutterstock

Área em constante atualização, a implantodontia é responsável por novidades em práticas e materiais para próteses fixas. Os implantes metálicos fixados nos ossos da boca substituem as raízes que vão servir de suporte para próteses de um dente ou da arcada inteira. Apresentam diversas vantagens sobre as próteses móveis, principalmente em relação à alimentação e à fala.

O consultor do Instituto Pedro Martinelli, Marcelo H. Saad, destaca que as inovações mais recentes são em relação aos detalhes dos materiais utilizados, tamanho dos implantes, formato e superfície. Quanto aos materiais, o dentista especialista em implantodontia Leandro Souza Pozzer observa que os pinos continuam sendo feitos em titânio desde que se desenvolveu a técnica, mas já há várias alterações no seu formato. A mais nova é um tratamento químico feito na superfície do pino que fica na parte interna do osso do paciente, que lhe confere uma capacidade maior de se integrar ao osso. Esse tratamento é conhecido como superfície ativa.

Também existem novidades quanto ao tamanho dos implantes, que podem ser mais estreitos, com a ponta mais fina, para possibilitar a aplicação em regiões onde o paciente tem pouca quantidade de osso, e não poderia fazer o implante usando um pino de tamanho regular. Segundo Pozzer, é uma alteração de 3.3 milímetros para 2.8 no modelo mais moderno. É uma pequena diferença, mas, em alguns casos, pode evitar que o paciente tenha que se submeter a um enxerto ósseo para poder receber o implante.

Pozzer também diz que houve uma melhora na qualidade dos biomateriais, substâncias que substituem os enxertos de ossos. Desde a década de 1970, esses materiais estão em desenvolvimento e, atualmente, são extraídos de ossos bovinos a parte inorgânica, que se transforma na base do biomaterial, utilizada para preencher espaços em que o paciente teve perda óssea.

Saad destaca que hoje existem brocas usadas para a perfuração dos ossos para a colocação dos implantes que são feitas de um material especial que esquenta menos o osso em comparação com as brocas tradicionais, evitando que ele queime e haja perda de células.

A forma do implante também evoluiu para que o espaço de ligação entre a prótese e o implante não permita o acúmulo de bactérias, que podem causar problemas na gengiva. O dentista ainda cita que foram desenvolvidos novos materiais mais biocompatíveis que não irritam as gengivas, como a zircônia, evitando que o paciente tenha problemas com a adaptação às próteses.

3D

Quanto ao procedimento, segundo Pozzer, a inovação é a técnica de cirurgia guiada, para a qual o paciente faz uma tomografia especial, com resultado em três dimensões. A partir desse exame, um centro de biomodelos cria uma cópia também tridimensional da boca do paciente, no local onde será aplicado o implante. Com esse modelo em mãos, o dentista desenvolve um guia cirúrgico para planejar a colocação dos pinos de forma mais rápida e causar menos inchaço no paciente.

Também foi desenvolvida uma nova técnica em que o dentista não precisa cortar a gengiva para colocar o implante. É feito um orifício com uma broca especial e, através dessa abertura, o profissional continua perfurando até chegar no local onde o pino será fixado. O cirurgião diz que a colocação do implante é um procedimento menos invasivo do que uma extração dentária.

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