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Conheça os aparelhos invisíveis e outros modelos

16/08/2014 Por Redação

Aparelhos feitos de resina e cerâmica são alternativas para alguns casos - Shutterstock

Os aparelhos estéticos, popularmente chamados de aparelhos invisíveis, permitem que o paciente realize o tratamento ortodôntico de uma forma mais discreta, como uma alternativa ao “sorriso metálico” dos aparelhos tradicionais. Contudo, de acordo com o professor de ortodontia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e diplomado pelo Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial (BBO), Roberto Rocha, existem casos em que os aparelhos estéticos não são indicados, e a opção entre a ortodontia invisível ou a tradicional não cabe ao paciente, mas sim ao especialista que estará conduzindo o tratamento.

Existem três tipos de aparelhos estéticos: os alinhadores, a ortodontia lingual e os brackets estéticos. Os aparelhos alinhadores são moldeiras transparentes removíveis usadas para corrigir casos de mal posicionamento de baixa complexidade, como pequenos desalinhamentos ou espaços entre os dentes. Pode ser usado pelo paciente que tenha casos leves de má oclusão, quando a posição dos dentes está levemente deslocada. Esse tipo de aparelho estético não é indicado para casos mais graves, que envolvam posicionamento inadequado dos maxilares ou apinhamentos severos (quando os dentes estão sobrepostos), porque a moldeira não tem capacidade de corrigir esses casos, segundo Rocha.

A ortodontia lingual é o aparelho fixo de metal colocado na parte interna dos dentes, que fica em contato com a língua. Esse tratamento tem a vantagem de aparecer pouco, mas pode causar desconforto em alguns pacientes, pois a língua é um tecido muscular muito ativo e estará em contato constante com o aparelho durante a fala e a mastigação. Segundo Rocha, dependendo do desconforto que o paciente sente, a escolha pelo aparelho lingual pode não compensar a discrição que ele oferece.

Existem também os brackets estéticos que, assim como os tradicionais, ficam colados na superfície do dente. A diferença é que eles são feitos de material cristalino ou de materiais como a cerâmica, que se aproximam da cor do esmalte do dente e não causam tanto contraste quanto os de metal. Embora os brackets sejam quase imperceptíveis, ainda não existe no mercado nenhum tipo de fio estético que possa substituir o fio metálico que compõe o aparelho fixo. De acordo com o professor, existe um fio estético feito de resina que é bastante reforçado, mas ele ainda não pode substituir o metálico. Ele pode ser utilizado em alguns momentos do tratamento, mas, por enquanto, só o fio de metal permite ao dentista definir o formato da arcada ideal para cada paciente.

De maneira geral, os aparelhos estéticos não substituem por completo os metálicos. Existem diversas possibilidades de diminuir a percepção visual do aparelho, mas em casos de grandes desproporções e desalinhamentos graves, o especialista é que pode decidir se é viável a opção pelos materiais transparentes. Os tradicionais feitos de metal ainda são mais indicados para correções de problemas mais complexos.

Segundo o professor, a opção pelo aparelho estético não deve acarretar para o paciente uma diferença significativa no preço porque, na ortodontia, a complexidade do tratamento é que define o custo, e o preço dos materiais não são expressivos no cálculo do valor total.

Manchas e higiene bucal

Os materiais dos aparelhos estéticos, assim como os dentes, podem manchar quando expostos continuamente a determinados alimentos com concentração de corante, como refrigerantes de cola, café e chá preto. No caso dos alinhadores, o paciente deve remover o aparelho sempre que consumir essas substâncias.

Os brackets estéticos, que são fixos, não mancham com a alimentação, mas com o fumo sim. A nicotina do cigarro fica impregnada na sua superfície e cria uma camada pigmentada aparente. De acordo com Rocha, se o paciente fuma, ele não deve optar por esse tipo de material.

O importante é que o paciente que usa aparelho mantenha um cuidado especial na higiene da boca, com disciplina e instrumentos específicos para a limpeza do aparelho, dos dentes, língua e gengivas. Segundo Rocha, uma limpeza satisfatória deve levar de três a cinco minutos, considerando a escovação dos arcos superior e inferior e a higiene da língua.

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