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Criação de dentista brasileiro permite ver no computador resultados estéticos

16/08/2014 Por Redação

Técnica agrega visão tecnológica de áreas como a arquitetura e a engenharia - Shutterstock

Imagine ver na tela do computador como ficará seu novo sorriso? E se você pudesse colocar um molde para simular o resultado de um tratamento? Isso é possível com o planejamento digital do sorriso.

Desenvolvida pelo dentista brasileiro Christian Coachman, a marca pioneira na área Digital Smile Design (DSD) une características de engenharia, arquitetura e tecnologia. A técnica permite que pacientes vejam na tela do computador o resultado final do tratamento, antes mesmo de começá-lo. Ainda é possível criar um molde e prová-lo na boca antes de decidir fazer ou não o tratamento.

Na primeira consulta, os profissionais analisam as proporções de face, dentes, gengivas e lábios dos pacientes, através da documentação por fotos e vídeos. A partir disso, o material é reunido em um software para que a equipe possa redesenhar o sorriso, de acordo com as preferências do cliente.

Com o modelo digital finalizado, os dentistas constroem um molde cerâmico, apresentado ao paciente em nova consulta. O molde se encaixa sobre os dentes, de forma a simular o resultado. Por fim, se observa eventuais ajustes e é dado início ao tratamento.

“A ideia traz para a odontologia a visão de áreas como arquitetura e engenharia. Podemos dizer que existem 'arquitetos do sorriso', que fazem a parte artística junto ao paciente, e 'engenheiros do sorriso', responsáveis pela parte técnica do tratamento”, compara Coachman.

A partir da experiência de Coachman, outros profissionais oferecem serviços semelhantes. O planejamento em si não costuma ter custo. Os preços variam de acordo com o tratamento que cada paciente necessita, a partir de consultas iniciais pagas - em torno de R$ 500 cada.

Para Coachman, clínicas modernas não devem se contentar em apresentar dentistas de alta qualidade. “O dentista precisa de um dom artístico, que não é tão trabalhado na graduação”. A formação deveria incluir, portanto, novas ferramentas digitais, como o uso de fotos e vídeos para análise em software, e a prioridade na observação de características faciais de cada pessoa. Com a autorização do criador do conceito, os cursos do DSD, em cinco anos, já foram oferecidos a aproximadamente 1.500 dentistas brasileiros.

“É comum, nos consultórios, ver pacientes aceitando tratamentos sem entender direito o que vai acontecer. Entram cegos nessa aventura de transformar o sorriso”, diz. Com a comunicação pelo PSD, Coachman acredita que a mudança faz mais sentido. “A saúde também envolve o emocional da pessoa, sua autoconfiança, a maneira como se enxerga”.

Outro aspecto ressaltado é o aumento da precisão no diálogo entre a equipe odontológica, que acontece a partir do compartilhamento do material na rede. Isso permite a cada profissional envolvido no processo modificar e fazer suas próprias anotações.

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