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Desconforto estético não afasta busca de adultos em tratamento ortodôntico

16/08/2014 Por redação

Em adultos, os ossos da face não apresentam nenhum potencial de crescimento - Shutterstock

Segundo o especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial pela USP, Pedro Benatti, não há limite de idade para o tratamento ortodôntico. Ele pode levar um pouco mais de tempo do que em crianças, porém os resultados melhoram a estética do sorriso e corrigem problemas funcionais da mastigação. Atualmente, de 20% a 25%  dos pacientes ortodônticos são adultos, de acordo com Benatti. “O tempo de tratamento varia de acordo com cada caso, porém um tempo médio é de um a três anos”, afirma.

Para o consultor do Instituto Pedro Martinelli Pró-Odontologia, Rodrigo Bueno, geralmente as questões estéticas decorrem de um comprometimento funcional associado - dentes remontados ou com mal encaixe na mastigação. “O que leva a conclusão que a motivação estética do paciente para encarar o tratamento indiretamente o beneficia sob o ponto de vista pratico e funcional, pela melhora da distribuição dos dentes na arcada”, explica. A diferença da ortodontia para adultos e jovens na fase de crescimento é que a base do tratamento está no uso do espaço disponível, já que o adulto não mais crescerá. “Já na criança ou adolescente em crescimento, é possível estimular e projetar o alinhamento dos dentes, de forma harmônica, com o crescimento facial projetado e por vezes estimulado àquele paciente”, afirma Bueno.

Segundo Benatti, há dois casos em que o uso é contra indicado: no caso do uso de implantes e quem apresenta doenças na gengiva. “Aparelho não movimenta implantes. Uma vez que os implantes são colocados, eles não se movimentam”, diz. É importante consultar inicialmente um ortodontista para avaliar a correta posição dos dentes, para então realizar a movimentação desejada e finalmente a colocação dos implantes dentários. Já as doenças de gengiva, como a gengivite e a periodontite, devem ser cuidadosamente avaliadas antes de iniciar o tratamento ortodôntico. “Os dentes não devem ser movimentados na presença da doença periodontal, pois pode ocasionar uma exacerbação da doença, levando à perda de suporte para o dente. Uma vez controlada a doença, pode-se movimentar os dentes”, diz.

O especialista alerta que o acúmulo de placa, restos alimentares e cárie; quebra constante do aparelho, falta de uso dos acessórios como planejados e falta nas consultas, terão consequências nos resultados desejados, além de delongar o tratamento. Segundo Benatti, os adultos buscam os aparelhos ortodônticos em busca de uma melhor distribuição da mastigação, diminuindo o desgaste dos dentes, maior e melhor habilidade para higienização bucal e fechamento de espaços, ou abertura de espaços entre os dentes, para a colocação de implantes dentários. “A busca por um sorriso alinhado e harmonioso é a razão principal pelo procura do adulto pelo aparelho ortodôntico. A correção do posicionamento dos dentes tem um profundo efeito no aumento da autoestima do paciente”, afirma o especialista.

Em relação aos adultos sofrerem preconceito por utilizar aparelho, Bueno acredita que esse problema está muito mais no imaginário das pessoas do que na prática, especialmente com o advento dos aparelhos de acabamentos mais estéticos. Ele cita como exemplo artistas de televisão que fizeram tratamento ortodôntico, e compreenderam que o aparelho representa uma pequena fase de eventual desconforto se comparada aos benefícios que trará ao longo da vida, pela estética e função proporcionadas.

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