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Diabetes: como prevenir

29/06/2014 Madson Moraes

Entenda a doença que atinge 250 milhões de pessoas no mundo e mais de 7 milhões no Brasil.

O diabetes é uma doença silenciosa que pode causar vários problemas à saúde se não tratada. Dia 14 de novembro é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Diabetes, uma doença que atinge 250 milhões de pessoas no mundo e mais de 7 milhões apenas no Brasil. A data foi idealizada em 1991 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) como resposta ao aumento dos casos da doença no mundo. Entenda sobre a doença e saiba como se prevenir.

Entenda a doença

A diabetes, ou diabetes mellitus, é uma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue. Existem basicamente dois tipos de diabetes: a tipo 1 e tipo 2. Em geral, explica o médico especialista em Medicina do Trabalho, Luiz Massad, o diabetes tipo 1 se inicia na infância ou na adolescência e necessita ser tratado com insulina durante toda a vida. "Nesse tipo de diabetes, o pâncreas progressivamente não consegue mais produzir insulina em quantidades suficientes até chegar ao ponto de incapacidade total", explica o médico que também é gestor médico da Torres Associados, uma das cinco maiores consultorias de benefícios e gestão empresarial do país.

Já o diabetes tipo 2 está bastante relacionado ao excesso de peso, mas também influem fatores como o tabagismo, o sedentarismo, a hipertensão arterial e o histórico familiar. Em geral, surge em adultos a partir dos 30-40 anos ou em adolescentes que já apresentam excesso de peso. É o tipo mais comum de diabetes, correspondendo a 90% de todos os casos.

Além destes dois tipos de diabetes, há também a chamada "Diabetes Gestacional" que aparece durante a gravidez e costuma desaparecer após o parto. No entanto, em alguns casos, pode voltar depois da gravidez a qualquer tempo e se estabelecer na mulher com as mesmas características do pré-diabetes ou do diabetes tipo 2.

Os principais sintomas

Os sintomas entre a diabetes tipo 1 e tipo 2 tem características diferentes. Os sintomas do tipo 1, ou seja, aquelas pessoas com níveis altos ou mal controlados de glicose no sangue podem apresentar vontade de urinar diversas vezes, fome frequente, sede constante, perda de peso, fraqueza, fadiga, nervosismo, mudanças de humor, náusea e vômito. Na diabetes tipo 2 os principais sintomas são as infecções frequentes, alteração visual (visão embaçada), dificuldade na cicatrização de feridas, formigamento nos pés e furunculose.

Tratamento

O tratamento do diabetes tipo 1 consiste na aplicação diária de insulina, uma vez que o organismo não produz mais o referido hormônio. "A quantidade de insulina necessária dependerá do nível de glicose no sangue (ou nível glicêmico). Naturalmente, a alimentação também é muito importante, pois ela contribui para a determinação dos níveis glicêmicos", explica o médico. Uma dieta adequada e balanceada irá melhorar o tratamento do diabetes tipo 1, assim como alguns exercícios físicos também ajudam no controle do nível glicêmico.

O diabetes tipo 2 é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo 1 e pode responder ao tratamento com dieta e exercício físico. Para este tipo, observa Luiz Massad, em alguns casos a pessoa vai necessitar de medicamentos orais e, por fim, a combinação destes com a insulina.

Quais as formas de prevenir?

Não se sabe ao certo por que as pessoas desenvolvem a diabetes tipo 1. Sabe-se que há casos em que algumas pessoas nascem com genes que as predispõem à doença, mas outras têm os mesmos genes e não têm diabetes. "Pode ser algo próprio do organismo, ou uma causa externa, como por exemplo, uma perda emocional. Ou também alguma agressão por determinados tipos de vírus como o cocsaquie. Outro dado é que, no geral, é mais frequente em pessoas com menos de 35 anos, mas vale lembrar que ela pode surgir em qualquer idade", afirma o médico.

Mais de 80% dos casos diabetes tipo 2 (segundo relatório da OMS) podem ser prevenidos. A prevenção esta fortemente baseada em manter o peso ideal, adotar um estilo de alimentação saudável, manter atividades físicas regulares. Para a prevenção do diabetes gestacional segue as mesmas recomendações da tipo 2.

Mudanças de alimentação

O atendimento das recomendações nutricionais é essencial para a prevenção do diabetes, sobretudo naqueles com risco para o tipo 2 e para o adequado tratamento das pessoas com diabetes tipo 1 e 2. "O objetivo das recomendações nutricionais é prover informações necessárias quanto ao tipo e quantidade de nutrientes que devem ser consumidos pela pessoa com diabetes, considerando as suas preferências individuais, crenças e estilo de vida", observa o médico. Além disso, as recomendações devem ser adaptadas às necessidades específicas da pessoa como idade, gênero, atividade física, estado fisiológico (por exemplo, a gravidez), internação e/ou doenças associadas (nefropatia).

Doenças recorrentes

O diabetes é uma doença que pode levar a várias complicações para o organismo quando não tratado adequadamente. Dentre os problemas causados pelo diabetes, ao longo do tempo, estão as doenças arteriais e do coração (infarto e angina), retinopatia diabética (que pode determinar turvação visual e até mesmo cegueira), pé diabético (que leva a dormências e ferimentos nos pés), amputações, derrame cerebral, falência renal e até mesmo lesões dos nervos periféricos.

Pressão alta e diabetes

A pressão alta acrescenta um esforço adicional sobre o já estressado corpo diabético. A diabetes e a hipertensão estão relacionadas de uma forma perigosa. Você pode desenvolver a hipertensão, ou pressão alta, tendo ou não diabetes. Mas, frequentemente elas aparecem juntas porque as duas são consequência da obesidade. As pessoas obesas apresentam um risco muito mais elevado de ter diabetes e hipertensão (pressão alta). Mas se minha mãe ou pai é portador de diabetes, isso significa que eu vou ser diabético também?

O diabetes pode ser herdado (passado dos pais para os filhos). Isso significa que se uma pessoa tem pais diabéticos, há uma probabilidade maior de que essa pessoa também se torne diabética. Mas isso não é uma certeza: se essa pessoa tiver um hábito de vida saudável (alimentação balanceada, exercício físico regular, peso corporal normal) pode ser que ela nunca chegue a desenvolver diabetes. "Ter pais diabéticos não significa que você vai ser diabético também, mas faz com que as suas chances de apresentar diabetes seja maior do que as chances de quem não tem diabéticos na família", assegura o médico.

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