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Endometriose

29/06/2014 Madson Moraes

Saiba como se prevenir.

A mulher moderna tem uma rotina intensa. É independente, cuida da casa, sai para trabalhar, namora ou casa e aproveita os intervalos para viajar. Diante disso, sobra pouco tempo para olhar para o próprio corpo. Exames periódicos são importantes para a saúde dessa nova mulher e, assim, evitar doenças que às vezes chegam e nem dão tanta pinta. A endometriose, conhecida como a "doença da mulher moderna", pode ser uma delas.

Cerca de 6 milhões de brasileiras sofrem com a endometriose e estima-se que 15% das mulheres entre 15 e 45 anos de idade possuem essa doença. Esse percentual sobe para até 70% quando a mulher apresenta história de infertilidade ou dor pélvica.

O que é a doença?

Segundo o médico ginecologista-obstetra, Claudio Basbaum, a endometriose ainda é desconhecida para muitas mulheres. A doença se manifesta quando o tecido similar ao que reveste o útero, o endométrio, é também anormalmente encontrado fora da cavidade uterina, o que provoca sangramentos internos, dores fortes, inflamações, entre outros sintomas.

A maioria nem sabe que tem o problema, o que causa dificuldades para engravidar. Além disso, pode levar à infertilidade. Mais da metade das mulheres com cólicas menstruais intensas são portadoras da doença, inclusive as adolescentes. De acordo com o especialista, em todas as partes do mundo há uma demora de mais de dez anos para que seja feito o diagnóstico preciso.

"Alguns fatores contribuem para o aparecimento da doença como a hereditariedade (a presença de endometriose em mãe ou irmãs dobra o risco), altos níveis de estrógeno e menstruação prolongadas e abundantes, obesidade, primeira gestação tardia, cirurgias pélvicas prévias, inclusive cesarianas ou fatores anatômicos como malformações uterinas ou estreitamento do canal cervical", afirma o especialista.

Diagnóstico e sintomas

O diagnóstico pode ser feito com base nos sintomas, exame clínico, exames laboratoriais e de imagem. A principal arma para o diagnóstico é a suspeita clínica. "Uma conversa bem orientada na consulta, associada ao exame ginecológico cuidadoso, já orienta muito bem para a hipótese diagnóstica que será concluída por meio dos exames de imagem", observa o doutor.

Os sintomas mais comuns da endometriose são: cólicas menstruais muito intensas, dor antes ou depois do período menstrual, períodos menstruais longos, dor durante a ovulação, menstruação abundante, sangramentos fora do período menstrual, sangramento pelo reto, irritações intestinais, dor na profundidade durante ou depois das relações sexuais, ao urinar e/ou defecar, além de fadiga e infertilidade.

A maioria das mulheres com endometriose, em função das fortes dores, muitas vezes tem sua vida pessoal e profissional prejudicada. Algumas, no entanto, não têm sintomas e às vezes só descobrem a doença quando vão investigar as razões da infertilidade.

Qual o melhor tratamento?

A doença pode ser tratada por meio de medicamentos a base de hormônios específicos ou "anti-hormônios", ou por meio da cirurgia, preferentemente realizada por videolaparoscopia e tem por objetivo ressecar ao máximo os implantes endometriais e destruir os focos de endometriose encontrados.

O tratamento cirúrgico também pode ser feito através da laparotomia. Os implantes da endometriose podem ser destruídos pela energia do laser, coagulação bipolar (cauterização) ou retirada com a tesoura. Converse com seu médico que indicará o melhor caminho a seguir. "É realmente uma cirurgia de grande dificuldade técnica que requer um profundo conhecimento da anatomia pélvica, a qual se encontra na maioria das vezes alterada", ressalta o Dr. Bausbam.

A doença pode ter cura, desde que detectada no seu início ou apenas controlada nos casos de maior gravidade. O que deve ser ressaltado é que ela não leva à morte. No entanto, não se pode garantir a cura definitiva da doença mesmo com o tratamento adequado.

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