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Escovas elétricas são mais recomendadas para remover tártaro

16/08/2014 Por Redação

Antes de escolher sua escova, consulte um dentista para ajustar às suas necessidades - Shutterstock

Preço não garante qualidade. Mas o mito de que as escovas elétricas seriam melhores do que as convencionais pode estar atribuído ao fato de serem mais caras. Especialistas afirmam que os modelos elétricos não são superiores e ressaltam que praticamente não há diferença entre as duas opções.

Das convencionais, existem as duras, as macias e as extramacias. Cada uma tem a sua especificidade e, por isso, os dentistas recomendam que o paciente consulte um profissional de confiança antes de comprar uma para ver qual se encaixa melhor nas suas necessidades. As duras são indicadas, segundo o cirurgião dentista e Presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA) Marcos Moura, para limpeza de próteses. Já as macias costumam ser recomendadas para a população em geral; ele orienta ainda que as escovas tenham a cabeça pequena, para que alcance todas as áreas da boca. Por fim, as extramacias são recomendadas usualmente para casos pós-cirúrgicos, que apresentam um processo de cicatrização.

Moura diz que há um grupo de dentistas e pesquisadores contrários ao uso de escovas elétricas. “A rotatividade, em longo prazo, pode causar uma retração gengival”, afirma. Porém, para os pacientes que têm facilidade para o acúmulo de tártaro as escovas elétricas são recomendadas para remover a placa bacteriana com maior eficácia. Além desses casos, o professor adjunto de periodontia da Faculdade de Odontologia de Araraquara (Unesp), Jose Eduardo Cezar Sampaio, diz que esse tipo de escova também é indicado para pacientes que apresentam dificuldade motora, que sofreram acidente vascular cerebral (AVC) ou estão hospitalizados.

A escovação deve ser feita de forma suave, e não com força. “Se fosse para escovar os dentes com força, a gente brinca que as escovas viriam com cerdas de aço”, diz Moura. É recomendado que ela seja trocada a cada três meses - caso a escovação seja feita incorretamente, com força, a escova deve ser trocada mensalmente devido ao desgaste das cerdas. Escovas duras podem causar abrasão e desgastar o dente, o que pode levar à necessidade de restaurá-lo. Além da escovação, não se pode esquecer de passar o fio dental e limpar bem a língua.

Cuidados

Convencionais ou elétricas, as escovas devem ser guardadas com proteção, dentro de uma gaveta ou outro local fechado, para evitar contaminações indesejadas por bactérias que circulam pelo banheiro. Para uma higiene melhor, é recomendado que, a cada semana, o paciente mergulhe a escova numa solução de hipoclorito de sódio a 0,5% ou até mesmo numa água oxigenada, durante 10 minutos.

Quanto à rotina de escovação, também vale o mesmo para ambos os modelos: higienizar a boca sempre após das principais refeições e principalmente antes de dormir. “A escovação noturna deve ser mais criteriosa pois durante a noite não se produz saliva, que é muito importante para a limpeza da boca”, explica Moura.

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