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Fobia de dentista pode ser patologia

16/08/2014 Por Redação

Medo pode evoluir para odontofobia, quadro que impede o contato com o dentista - Shutterstock

Ter medo de dentista, mesmo quando adulto, é mais comum do que se imagina. Pesquisas acadêmicas realizadas ao redor do mundo costumam apontar um percentual significativo de temor, que varia entre 6% e 10% da população. Em certos casos, ele pode até se tornar um quadro psicológico mais complexo, de odontofobia. “A fobia é um medo maior do que a ansiedade, uma emoção que impede a pessoa de realizar ou ter contato com algum objeto”, explica o psicólogo clínico Marcelo Quirino. Em uma situação como essa, a pessoa pode sentir reações psicofisiológicas como sudorese, tremores, ansiedade, taquicardia, salivação e sensação de desmaio.

A odontofobia é um quadro patológico. O medo é um sentimento com reações menores, que não chegam a impedir o contato com o odontologista. Essa sensação, segundo Quirino, pode ser oriunda de experiências prévias - sua ou de amigos -, de uma fantasia, da falta de controle da ansiedade, do desconhecimento dos procedimentos odontológicos ou de uma personalidade histérica (transtorno que leva a pessoa a dramatizar em excesso).

O medo está normalmente ligado à dor, sensação associada ao dentista. Entretanto, isso passa muitas vezes pelo senso comum e não necessariamente por uma experiência vivida pelo próprio paciente. O indivíduo fica condicionado a sentir medo, já que esse é o sentimento compartilhado pelos outros. É comum os pacientes não saberem identificar a motivação do medo, ainda que os instrumentos, como agulhas e motores, sejam alguns dos principais causadores. A sensação é mais presente entre os mais jovens, já que os mais velhos acreditam que a tecnologia evoluiu e, com isso, a dor diminuiu.

Superação do medo

Enfrentamento e esclarecimentos sobre o procedimento do dentista são passos importantes na superação do medo. A aproximação progressiva - um contato gradual do paciente com o objeto temido ao longo do tempo - é uma estratégia efetiva de tratamento, afirma Quirino. “A maior e mais garantida estratégia para evitar o desenvolvimento de fobia se chama calor humano, em uma linguagem coloquial”, diz. Pais próximos são importantes para evitar este problema. É importante conversar, dar carinho e motivar - tudo com equilíbrio.

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