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Gel pode ajudar vítimas de infarto

Logotipo do(a) Sua Dieta Sua Dieta 01/04/2014 Sua Dieta
Photo: Gel pode ajudar vítimas de infarto © Irochka - Fotolia.com Gel pode ajudar vítimas de infarto

O infarto é a principal causa de mortes em todo mundo. No Brasil, a doença está entre os principais responsáveis pelo óbito de homens e mulheres. Nas últimas décadas, a ciência tem procurado por novos métodos que beneficiem as vítimas. Cientistas da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, criaram um hidrogel injetável para tratamento e recuperação do tecido do músculo cardíaco após um infarto. Em animais, o gel apresentou bons resultados.

Para o coordenador de Ensino e Pesquisa do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Antonio Carlos Campos de Carvalho, a grande novidade no trabalho da equipe norte-americana é a possibilidade de injetar o gel por cateterismo.

"O hidrogel fica em estado líquido a temperaturas mais baixas do que a do corpo e se transforma em gel após aquecer a 36 graus, o que facilita a inserção por cateterismo. O método é minimamente invasivo e não necessita de cirurgia ou anestesia geral. Ele é feito a partir da matriz extracelular do próprio coração, ou seja, não há células, o que exclui o problema de rejeição", explicou Carvalho.

O estudo realizado na universidade norte-americana foi realizado em suínos com lesão cardíaca, e o gel proporcionou uma melhora na função do órgão. Para os especialistas, isto indica que talvez ele possa ser útil em humanos, já que o coração dos porcos é semelhante em tamanho ao do homem. Em experimentos com ratos, o gel não foi rejeitado pelo organismo e não causou arritmia.

"Uma possibilidade é que o gel atraia células-tronco residentes no próprio coração e as leve a proliferar e diferenciar em novo músculo, melhorando assim a função cardíaca. No entanto, é importante ressaltar que o hidrogel ainda é um estudo em animais, portanto, será necessário verificar sua segurança e eficácia em estudos clínicos com pacientes, antes que se possa pensar em uso médico", ressaltou o coordenador.

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