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Osteoporose: prevenção é o melhor remédio

29/06/2014 Madson Moraes

A doença, que resulta da carência de cálcio no organismo, atinge 10 milhões de pessoas no Brasil.

Um milhão de brasileiros deve sofrer algum tipo de fratura ainda em 2011 por causa da osteoporose. A doença, que atinge 10 milhões de pessoas no Brasil, principalmente as mulheres, resulta da carência de cálcio no organismo e a forma mais visível é o jeito de andar curvado de pessoas mais velhas. Mas por que atinge mais as mulheres?

A deficiência na ingestão de cálcio, somada às alterações hormonais, tornam as mulheres mais vulneráveis à osteoporose do que os homens. Quando terminam as menstruações, entre os 45 e 50 anos, há uma queda significativa no nível de estrógeno no corpo feminino. Para o médico Bruno Muzzi Camargos, presidente da Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica, é importante fazer um controle regular da perda óssea da mulher. "Após a menopausa, a perda de massa óssea é acelerada podendo chegar a 5% ao ano. Esse ritmo cai após os 70 anos quando, apesar de haver perda, ela é mais lenta", explica.

Segundo o Ministério da Saúde, 1/3 das mulheres entre 60 e 70 anos sofre com a doença e o número sobe para 2/3 nas mulheres com mais de 80 anos. A osteoporose é agravada por fatores genéticos e por uma série de problemas relacionados ao estilo de vida como o sedentarismo, alimentação inadequada, fumo, álcool, café em excesso, entre outros.

O que é?

A osteoporose é uma doença osteometabólica que interfere diretamente na qualidade de vida dos pacientes: pode causar fraturas e alterações na caixa torácica, causando dificuldade de respiração, dor intensa, perda de altura e até mesmo a morte. Podemos dizer que a osteoporose é uma doença silenciosa. Em geral, a perda de massa óssea não apresenta grandes sintomas. Se o quanto antes uma possível deficiência na massa óssea for detectada e acompanhada mais eficiente será o tratamento, o que evita a necessidade de intervenção com medicamento e, principalmente, danos muitas vezes irreversíveis para o esqueleto.

O risco de osteoporose depende tanto do ganho de massa óssea adquirida até o final da maturação do esqueleto, entre os 20 e 30 anos, período denominado "pico de massa óssea", quanto do índice de perda da massa nas épocas posteriores a este período. Por isso, o cuidado com a saúde dos ossos deve começar desde a infância, com a ingestão das quantidades diárias recomendadas de cálcio.

Diagnóstico

O diagnóstico da osteoporose é realizado por meio da densitometria óssea, um exame recomendado para mulheres que se aproximam da menopausa, que estão na menopausa ou que já passaram por ela com o objetivo de detectar o quanto antes quadros da doença. Este exame avalia o conteúdo mineral do osso. Fazem parte do grupo de risco da doença pessoas com predisposição genética, mulheres na pós-menopausa e pacientes que tenham sofrido fraturas, tenham idade avançada ou façam uso de corticosteróides, anticonvulsionantes, anticoagulantes, além dos portadores de doenças inflamatórias crônicas.

Prevenção e tratamento

Para prevenir e tratar a osteoporose, além do uso de medicamentos, é possível investir numa dieta rica em cálcio, fazer exercícios físicos para fortalecer a musculatura e prevenir quedas, além de expor-se ao sol - o que promove a síntese da vitamina D, fundamental para a absorção do cálcio e para a mineralização do osso. "É bem mais barato prevenir a osteoporose e uma das medidas de prevenção consiste no fornecimento de cálcio aos ossos nas quantidades que eles necessitam diariamente", afirma Rogério Vidal de Lima, ortopedista especializado em Cirurgia de Colunas pelo Hospital das Clínicas e do Corpo Clínico do Hospital Albert Einstein.

A prevenção também evita o perigo das fraturas. As fraturas relacionadas à baixa densidade óssea são uma das principais causas de incapacidade permanente. Segundo o Ministério da Saúde, no ano de 2009, foram gastos no SUS quase R$ 81 milhões com fraturas de idosos. As mais graves ocorrem no colo do fêmur e nas vértebras da coluna, onde os ossos não se rompem de vez, mas ocorrem pequenas fraturas que somadas podem provocar o esmagamento das vértebras atingidas com consequente redução de estatura

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