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Procedimentos odontológicos com ozônio tratam e evitam infecções

16/08/2014 Por Redação

Gás não tem contraindicação por ser um antiséptico natural - Shutterstock

O ozônio (O³) é um potente bactericida devido a propriedades oxidantes, que destroem bactérias e microorganismos.

A utilização do ozônio puro ou diluído em água é realizada em alguns tratamentos odontológicos, para “esterilizar” ou tratar infecções bucais, de acordo com o cirurgião dentista Carlos Coachman, da clínica Natus Saúde, em São Paulo. Pode ser usado em bochechos, em profilaxias, no tratamento de cáries e em extrações dentárias, segundo Coachman, que administra o gás em seus pacientes há cerca de cinco anos.

O O³ também tem a propriedade de estimular a recuperação de tecidos lesionados, afirma o professor do departamento de odontologia da Universidade Federal de Brasília (UNB), Sérgio Bruzadelli Macedo. Estudos demonstraram que, mesmo em baixas concentrações, o ozônio contribui para a cicatrização, salienta. O gás funciona como um antiséptico, mas comparado com outras substâncias utilizadas para esse fim é muito mais vantajoso. Segundo Macedo, o ozônio tem um custo baixo, potencializa o tratamento com antibióticos e, se utilizado de forma tópica, que é a aplicação direta no local afetado, não tem contraindicação, pois permanece por muito pouco tempo no organismo.

Na odontologia, o bochecho com a água ozonizada destrói as bactérias que podem causar inflamações nas gengivas, por exemplo. De acordo com Coachman, quando o paciente apresenta infecção bucal, pode ser feita uma profilaxia, que é a retirada do tártaro com a raspagem da camada de bactérias, associada à aplicação de água ozonizada. Irrigando as gengivas durante o procedimento, ou com aplicação direta do gás, o ozônio mata as bactérias que causam infecção e que podem levar a uma reabsorção óssea, quando as raízes dos dentes ou do próprio maxilar diminuem de tamanho. Em extrações dentárias, principalmente quando há infecção gengival ou cárie, o ozônio pode ser administrado dentro da cavidade que surge quando o dente é retirado, acabando com as bactérias que possam estar na parte interna da gengiva e que são causas de infecções. Coachman afirma que com a utilização do gás, os pacientes que extraem dentes ficam liberados de tomar antibióticos e antiinflamatórios por via oral antes e depois do procedimento, já que o ozônio mata os microrganismos e bactérias. Em tratamentos de cárie, o ozônio pode ser aplicado no dente depois da remoção da parte afetada. É indicado principalmente quando as lesões da cárie são profundas e estão perto do nervo ou em tratamentos de canal. Nesses casos, o ozônio atua matando qualquer microorganismo que tenha restado no local antes de ser feita a restauração, segundo Coachman, evitando que a cárie cresça por dentro do dente. Por ser uma substância natural, são raras as reações adversas com o uso do ozônio. De acordo com Coachman, um estudo feito com 5 milhões de aplicações em áreas da medicina e da odontologia, apenas 0,007% dos pacientes apresentou reação negativa, que acontece somente se o paciente tiver intolerância ao ozônio, o que é muito raro.

O ozônio também pode ser indicado em casos de necrose óssea, que podem ocorrer em pacientes que fazem radioterapia para tratar tumores na região da boca e acabam com lesões nos ossos da face. O ozônio é capaz de curar essas infecções muito rapidamente, de acordo com Macedo. O professor diz que, se utilizado juntamente com antibióticos no tratamento de infecções, o ozônio potencializa a cura. Existem muitos estudos científicos que fundamentam a ozonioterapia, que produz ótimos resultados quando há indicação, segundo o professor.

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