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Psicóloga fala sobre a difícil tarefa de educar um filho

Logotipo do(a) Sua Dieta Sua Dieta 17/07/2014 Sua Dieta
Photo: Psicóloga fala sobre a difícil tarefa de educar um filho © Tatyana Gladskih - Fotolia.com Psicóloga fala sobre a difícil tarefa de educar um filho

Psicóloga fala sobre a difícil tarefa de educar um filho

Já há algum tempo e, principalmente, com a chegada da pós-modernidade, temos nos deparado com a questão dos limites e da colocação destes nas relações familiares. Diante disso, temos encontrado crianças com comportamentos marcantes, resultado da falta do interdito, falta de limites, falta de "nãos".

A relação entre pais e filhos se encontra cada vez mais complexa, misturada, e sem um destino definido, uma vez que as mudanças ocorridas na sociedade afetaram a família e, consequentemente, a relação por eles vivida. Neste contexto de mudanças culturais, os pais têm se encontrado desamparados, não sabendo como agir e se posicionar. A partir dos anos 50, houve uma transformação radical, onde as figuras parentais passaram a ter projetos existenciais próprios, independentes do campo da família e maior efeito disso, nas crianças e jovens, é o sentimento de abandono, de desamparo, dada a precariedade dos investimentos paternos. 

O que existe é uma necessidade dos filhos terem um espaço dentro do universo afetivo de seus pais para que possam crescer e se desenvolver como seres diferenciados. Deve-se enfatizar a importância do respeito às figuras de autoridades parentais e da colocação de limites adequados que lhes sirvam de suporte para a constituição de sua personalidade e subjetividade. Entretanto, diante de um mundo onde os valores se afrouxaram, os próprios pais ficam perdidos nesta relação, não entendendo e nem sabendo lidar com a questão do limite.

Hoje, exige-se que as crianças participem do maior número de atividades possível e, com isso, diminui-se o tempo para os jogos e as brincadeiras infantis. Configura-se, então, uma geração em que a rivalidade se torna mais importante do que a relação de troca. Além disso, tal preenchimento de tempo não tem o mesmo valor afetivo que a presença dos pais. 

Em contrapartida, estes, na tentativa de suprir um vazio que imaginam existir, uma vez que se sentem culpados pela sua ausência, se embaralham na forma de se comportar, não sabendo definir os limites entre a permissividade, as proibições e os interditos essenciais. Em alguns casos os pais se preocupam mais em cobrir os filhos com objetos novos, do que lhes dar um lugar dentro de uma relação na qual as crianças possam desenvolver-se. 

Grande parte dos pais se desespera diante do choro de um filho e são capazes de qualquer coisa para evitar qualquer tipo de sofrimento. Duas de suas maiores dificuldades está na concepção do filho como alguém frágil e o medo de que ele sofra na sociedade. O que muitos não entendem é que o sofrimento, a frustração e a insatisfação são parte importante do processo de constituição psíquica, subjetivação e amadurecimento.

Como resultado, surgem inúmeros problemas, que na maior parte das vezes apenas refletem a dificuldade de viver em sociedade e saber respeitar os limites que ela nos impõe. Em alguns casos, chega-se a uma gravidade maior, com o surgimento de algumas doenças. 

O que os pais precisam saber é que, seja através de jogos ou fantasias, é importante que uma criança se depare com dificuldades e frustrações para se desenvolver. Neste momento é que elas se sentirão capazes de escolher entre as diversas alternativas que lhes são oferecidas, podendo adaptar-se ativa e criativamente à realidade. Isso faz parte do crescimento e do desenvolvimento do ser humano.

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